Geoff Burke | USA Today Sports
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Bem estruturado, caratê tenta popularizar modalidade

Modalidade já conta com boa estrutura, mesmo antes de se tornar olímpica

Carmen Pompeu, de Fortaleza, e Cleusa Duarte, de Salvador, O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2016 | 07h00

Bem estruturada, com cinco medalhistas no último Pan (Toronto-2015), a Confederação Brasileira de Karatê (CBK), diferentemente das demais entidades novatas no programa olímpico, já pode ser considerada de grande porte, mesmo antes do acesso aos recursos da Lei Agnelo/Piva e fazer parte do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Reconhecida pela Federação Mundial de Karatê (WKF, na sigla em inglês), a CBK possui 2.085 associações/clubes filiados, com um total de 250 mil praticantes ligados à entidade pelas suas 27 federações estaduais. Isso permite à entidade escolher os representantes do Brasil em competições internacionais.

"Temos aproximadamente 40 mil atletas que participam de competições em nível municipal e estadual, e, dentre eles, saem os participantes de nível nacional, que depois vão aos torneios internacionais", diz William Cardoso, diretor técnico da confederação. Parece óbvio, mas na escalada, no surfe e no skate não há essa sequência.

Antes de chegar à Olimpíada, o caratê (com c) já era modalidade pan-americana e, consequentemente, associada ao COB. Estruturada, a CBK tem comissão de 13 e a seleção brasileira é formada por 29 atletas entre os adultos e 130 nas base. Em Tóquio, serão disputadas seis categorias de peso no kumitê (modalidade de confronto) e duas de kata (demonstração de golpes), divididas igualmente entre homens e mulheres. No ranking mundial dessas categorias, o Brasil tem três Top 3.

Quem também tem grandes chances de levar o País ao pódio em 2020 é o surfe, cuja entidade reconhecida pelo COB, a Confederação Brasileira de Surfe (CBS), sediada na Bahia, só organiza eventos amadores, quase todos no Nordeste. Os campeonatos profissionais são organizados pela ABRASP (Associação Brasileira de Surfistas Profissionais), a quem estão ligados Gabriel Medina e Adriano de Souza, o Mineirinho.

O presidente da CBS, Adalvo Argolo, garante que está na expectativa de ser contemplado pela Lei Piva. "Já enviamos uma carta ao COB para termos esclarecimentos sobre esse assunto. Estamos no aguardo para realizarmos um planejamento."

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