Bernardinho nega fracasso da seleção masculina de vôlei

Técnico reconhece 'anos brilhantes' no comando da seleção e afirma que renovação 'começa hoje'

Redação,

24 de agosto de 2008 | 04h44

Consciente do seu papel à frente da seleção brasileira masculina de vôlei e da qualidade técnica de seus jogadores, o técnico Bernardinho afastou a idéia de um possível fracasso, diante da derrota para os Estados Unidos, na final dos Jogos Olímpicos.   Veja também:A campanha brasileira na Olimpíada de Pequim EUA vencem de novo e Brasil fica com a prata no vôlei  Seleção brasileira de vôlei não esconde decepção pela derrota   Bernardinho assumiu a seleção brasileira em 2001 e, de lá para cá, mantendo a mesma base de jogadores, colocou o País definitivamente no cenário mundial do vôlei. Ao longo de oito anos, o grupo foi seis vezes campeão da Liga Mundial (2001, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007) e conquistou duas medalhas olímpicas: ouro em Atenas 2004 e prata agora, em Pequim 2008.   "O futuro começa hoje. Foram oito anos brilhantes e que não vamos jogar fora. Essa não foi nenhuma derrota no sentido de algum fracasso, mas temos que pensar sim, e, claro, começar trabalhar de novo", disse em entrevista à SporTV o sempre exigente Bernardinho.   O técnico da seleção afirmou que terá trabalho para remontar um time tão vencedor quanto esse que comandou e até admitiu que pode não ser o técnico do novo ciclo olímpico.   "Depois de um ciclo único, de oito anos, uma nova etapa se começa. Substituir essa turma que estava aí não será fácil, mas certamente o Brasil vai continuar competitivo", garantiu Bernardinho. "Se as oportunidades para eu ficar [no comando da seleção brasileira] forem boas e eu for a pessoa adequada para isso, estarei à disposição, claro, sempre", concluiu.  

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