Blatter defende formato do futebol olímpico e quer mantê-lo

O presidente da Fifa, Joseph Blatter,defendeu o atual formato do torneio de futebol dos JogosOlímpicos e disse que não deseja nenhuma mudança. O dirigenteainda prometeu que futuramente não haverá repetições daconfusão pela liberação de jogadores para os Jogos Olímpicos,como houve como o argentino Lionel Messi. O futebol olímpico, que é disputado por jogadores de até 23anos -- com três exceções por equipe -- é uma das poucasmodalidades que não leva seus principais atletas para asOlimpíadas. Críticos afirmam que isso cria um torneio híbrido, quecongestiona ainda mais o já lotado calendário internacional damodalidade. Blatter disse que a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional(COI) vão se reunir depois dos Jogos de Pequim para discutir asregras para os Jogos de 2012, em Londres. "Esse sistema foi estabelecido em 1988 e acho que nãodevemos alterá-lo", disse Blatter a repórteres, acrescentandoque acabar com o limite de idade poderia criar uma segunda Copado Mundo. "A Copa do Mundo não pode ser repetida porque os jogadoresnão estão disponíveis", disse ele. "Esse foi o acerto quefizemos com o movimento olímpico... Até agora, o COI está felize, especialmente, os organizadores dos Jogos Olímpicos." Blatter disse que o público do futebol olímpico tem sidobom desde 1988, com exceção de Barcelona-1992 e Atenas-2004. "Na Europa, eles são mal acostumados", disse ele. "Masperguntem aos organizadores de Atlanta, Sydney ou Pequim seeles não gostaram de ter o futebol." "Vamos ter mais de dois milhões de espectadores para ofutebol em 2008, o que é um número considerável," Antes dos Jogos, vários clubes europeus desafiaram adeterminação da Fifa para que todos os jogadores de até 23 anosfossem liberados para a Olimpíada, o que ameaçou a presença doargentino Lionel Messi (Barcelona) e dos brasileiro Diego(Werder Bremen) e Rafinha (Schalke 04). A questão foi resolvida com a decisão dos clubes deliberarem os jogadores, apesar de a Corte Arbitral do Esporteter afirmado que as equipes não eram obrigadas a fazê-lo.

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