Bocog não se responsabiliza por comida levada por delegações

Comitê Organizador dos Jogos de Pequim se preocupa com a qualidade da comida local para evitar problemas

EFE

01 de agosto de 2008 | 14h01

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog, em inglês) disse não ter recebido nenhuma notificação formal de delegações estrangeiras para consumir seus próprios alimentos na Vila Olímpica e se eximiu de responsabilidade sobre possíveis problemas sobre este assunto.Veja também: Qualidade da comida na China preocupa Comitê OrganizadorEm declarações feitas ao jornal estatal China Daily, a chefe do departamento de alimentação dos Jogos, Kang Yi, disse que a proibição de introduzir alimentos na Vila Olímpica se baseia "nas práticas internacionais estabelecidas".Kang acrescentou que, caso alguma delegação aterrisse em Pequim com sua própria comida, estes alimentos deverão se submeter às leis de quarentena e normas chinesas e que o Bocog não vai se responsabilizar por quaisquer problemas.Ela disse ainda que o departamento conservará todos os alimentos que serão consumidos na Vila Olímpica durante pelo menos 48 horas, como medida de precaução. Foi desta forma que a representante respondeu às informações especuladas nos últimos meses de que havia a possibilidade de algumas delegações olímpicas, especialmente a americana, levarem seus próprios alimentos a Pequim.Esta opção surgiu como conseqüência da suposta desconfiança da delegação dos Estados Unidos nos sistemas de controle sanitário dos alimentos chineses após os escândalos por produtos tóxicos na China em 2007.Estas informações incomodaram o Bocog, que avisou que se os EUA levassem sua própria comida, como fizeram em Atenas, os atletas americanos não poderiam ficar na Vila Olímpica.Já Tang Yunhua, porta-voz do escritório de segurança alimentar de Pequim, afirmou que as inquietações relacionadas com a comida na cidade são "injustificadas". "Confiamos 100% em nossa capacidade para oferecer comida segura durante os Jogos", completou.Com a qualidade da comida assegurada pela organização, a preocupação será com o hábito alimentar dos atletas. Para isso, a seleção brasileira de judô contará com uma nutricionista, a carioca Roberta Lima, para ajudar os atletas a controlarem o peso e ganharem energia sem correrem riscos durante os Jogos Olímpicos.Roberta Lima acompanha a seleção desde 2003 e esteve presente em várias competições, além do atual período de aclimatação no Japão, onde os judocas olímpicos do Brasil treinam acompanhados de atletas da seleção brasileira júnior. Os atletas somente chegarão à Vila Olímpica no dia 5 de agosto.Finalmente, Xu Kan, porta-voz do Birô de Comércio de Pequim, destacou que a cidade conta com "abundantes reservas" de alimentos e que a alta de preços na comida durante os Jogos Olímpicos é "pouco provável".

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