Gonzalo Fuentes| Reuters
Gonzalo Fuentes| Reuters

Bolt brinca com canadense e vai à final dos 200 m com melhor tempo

Jamaicano cruzou linha de chegada dando risadas com Andre De Grasse

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia, enviados especiais ao Rio, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2016 | 22h33

Apenas 200 metros separam Usain Bolt de mais um tricampeonato olímpico nos Jogos do Rio. O jamaicano garantiu a liderança da segunda bateria e avançou à final com o tempo de 19s78, nesta quarta-feira, no Engenhão. Com a meta de quebrar o recorde mundial (19s19), o astro mais uma vez desacelerou no fim - um pouco menos do que gostaria - e poupou energia para a prova decisiva, que será disputada na quinta, às 22h30. 

O canadense Andre De Grasse - bronze nos 100 metros rasos - também terá a chance de buscar uma medalha nos 200 m depois de ficar a apenas dois centésimos de Bolt na semifinal. Com 19s80, ele quebrou o recorde nacional da prova e se classificou em segundo entre os finalistas. No fim da corrida, antes mesmo de cruzar a linha de seguida, Bolt estava descontraído e se mostrou tão senhor da prova que olhou para o lado e sorriu para o segundo colocado.

A terceira série foi a mais acirrada. Principal rival de Bolt, o norte-americano Justin Gatlin fez 20s13 e ficou na terceira posição, atrás do panamenho Alonso Edward (20s07) e do holandês Churandy Martina (20s10). Com isso, acabou eliminado e não disputará a final. O jamaicano Yohan Blake decepcionou nas semifinais ao anotar 20s37 e também se despediu.

O norte-americano LeShawn Merritt foi o mais veloz da primeira bateria, com o tempo 19s94, e cruzou a linha de chegada à frente dos adversários. O francês Christophe Lemaitre cravou 20s01 e ficou com a segunda vaga, deixando o jamaicano Nickel Ashmeade para trás, eliminado em 4º lugar.  Por tempo, o britânico Adam Gemli e o turco Ramil Gulyev estão entre os oito finalistas.

O torcedor brasileiro mostrou seu apoio a Bolt em diversos momentos, como na primeira aparição no telão do estádio, na entrada dos atletas e, principalmente, no anúncio oficial do nome dos atletas. Embora tenha revelado que costuma ficar nervoso antes da prova, o jamaicano aparentou descontração. Na hora do aquecimento, ainda na parte interna do estádio, ele ensaiou alguns passos de dança. 

Depois de ser anunciado, fez um sinal de foco, com as duas mãos em paralelo. Em seguida, pediu silêncio. Depois de 19s78, estava sorrido na linha de chegada. Ao final da terceira bateria, os torcedores vibraram com o anúncio dos dois primeiros colocados e a ausência de Justin Gatlin, medalha de prata nos 100 m.

Nas eliminatória dos 200 m, disputadas na terça-feira, Bolt também havia assegurado a ponta com muita tranquilidade. Registrou 20s28 – apenas o 15º melhor tempo entre todos os competidores – e foi às semifinais no Engenhão. A estratégia de começar mais devagar e impor um ritmo forte na final é bastante comum entre os favoritos. Foi a mesma usada nos 100 metros rasos, no domingo.

Bolt sagrou-se o primeiro homem da história a ser tricampeão olímpico da prova mais nobre do atletismo. Além disso, o homem mais rápido do mundo defenderá a Jamaica no revezamento 4 x 100 metros rasos desde que seus compatriotas passem da fase preliminar. A final será na sexta-feira, às 22h35.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.