Frank Franklin II/AP
Frank Franklin II/AP

Boxe ajuda a colocar Cuba entre os primeiros no quadro de medalhas da Olimpíada

Delegação cubana soma seis ouros conquistados até aqui, número superior à última edição dos Jogos

Redação, Estadão Conteúdo

06 de agosto de 2021 | 04h12

O boxe vai ajudar a colocar Cuba entre os primeiros países no quadro de medalhas da Olimpíada de Tóquio. Como sempre acontece, o time cubano da nobre arte teve uma atuação de destaque e poderá terminar as disputas neste domingo com quatro ouros e um bronze. Apenas em duas categorias a maior ilha do Caribe não terá um representante no pódio.

Os experientes Roniel Iglesias, Arlen Lopez e Julio La Cruz foram os campeões em suas categorias. Lázaro Alvarez ficou com o bronze, enquanto o superpesado (acima de 91 kg) Dainier Perro e o mosca (até 52 kg) caíram nas quartas de final. Andy Cruz vai aumentar a lista de conquistas no domingo, ao disputar a final na categoria dos leves (até 63 quilos).

Roniel Iglesias, Arlen Lopez e Julio La Cruz subiram de peso, mas mantiveram o alto nível técnico e físico. Iglesias, campeão em Londres-2012, repetiu a dose, ao bater na decisão o britânico Pat McCromack. Ouro na Rio-2016, Lopez voltou a ser o melhor entre os meio-pesados (até 81 kg), após vitória sobre o também britânico Benjamin Whittaker.

Mas o feito mais impressionante da equipe cubana foi o triunfo de La Cruz entre os pesados (até 91 kg). Quatro vezes campeão mundial e ouro na Rio-2016 entre os meio-pesados, o cubano apresentou técnica refinada para sair dos poderosos ataques dos adversários, com milimétrica esquiva, para colocar golpes precisos.

Bronze na Rio-2016 entre os leves e nos galos em Londres-2012, a decepção ficou por conta de Lázaro Alvarez, eliminado nas quartas pelo representante do Comitê Olímpico Russo, Albert Batyrgaziev.

Independentemente do resultado de Andy Cruz no domingo, a tradição dos cubanos está mantida, para alegria do lendário Felix Savón e do saudoso Teófilo Stevenson.

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