Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Branca aposta em medalha no masculino e queria 'integração' com o feminino

Ex-atleta não quer que euforia tome conta de equipes brasileiras

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2016 | 15h15

O basquete masculino brasileiro já sabe quais adversários enfrentará pelo Grupo B da Olimpíada. Na verdade, falta apenas um representante que virá da repescagem. Do mais, as fortes Argentina, Espanha e Lituânia e o perigosa Nigéria. Mesmo com enorme dificuldades, o ex-jogadora Branca acredita em grande desempenho dos comandados de Rubens Magnano.

E aposta que o time trará uma medalha, só não fala a cor. "Vai ao pódio", diz, confiante. "O campeonato de basquete masculino nosso está mais estruturado e acredito que pronto para brigar por medalha. Ainda há o fator casa, nós latinos somos bem animados, o apoio será grande", observa. Faz, apenas, uma ressalva. "Precisamos só de um tremendo cuidado para não ficar deslumbrado."

A recomendação vem justamente pela época em que ganhou a medalha de prata em 1996, nos Jogos de Atlanta. Branca lembra qu e o Brasil não se preparou para a final com os Estados Unidos. "Estávamos tão eufóricas na véspera que esquecemos do jogo. Na final, não vimos a cor da bola, perdemos por 26 pontos de diferença."

Confiante no masculino, bem pé atrás quando o assunto é o feminino. Branca não esconde uma certa mágoa com a seleção de Antonio Carlos Barbosa. A ex-jogadora acredita que poderia dar colaboração, assim como outras atletas de sua geração, por um melhor desempenho das meninas nos Jogos. "Não vou ao Rio, mas queria ir para contribuir, incentivar. E não se pode desprezar a ajuda de Paula e Hortência", enfatiza.

Ela, porém, evita críticas. Revela torcida por algumas jogadoras e também dá conselhos. "Gosto da Érika, jogadora de muita força muscular que seria bem-vinda na minha geração", fala da pivô. "Sobre os Jogos, desejo absolutamente tudo de bom, que o time seja vibrante como foi nossa geração e que tenha garra. Não há estímulo maior que disputar uma Olimpíada."

Lamenta, apenas, a ausência de testes mais fortes com pouco tempo para a disputa. "O Brasil está disputando o Sul-Americano e não é parâmetro. Precisava mais testes, pois no Rio tudo vai ser diferente e não há tempo para se arrumar dentro de uma Olimpíada."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.