Wander Roberto / CPB
Wander Roberto / CPB

Brasil disputa semis em futebol, goalball e vôlei: confira os destaques do dia na Paralimpíada

Além dos esportes coletivos, atletas brasileiros também tem chance no atletismo, canoagem, natação e tiro com arco

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2021 | 18h00

A Paralimpíada de Tóquio entra em seus últimos dias e, com isso, chegam os momento decisivos nos esportes coletivos. O Brasil ainda está vivo em todas as modalidades nas quais se classificou: futebol de cinco (que só tem a categoria masculina) e os times masculinos e femininos de goalball e vôlei sentado. Destes, apenas a seleção feminina de vôlei sentado não disputa uma semifinal nesta madrugada ou manhã. Além disso, prosseguem as disputas em natação e atletismo, a bocha começa a os jogos por equipes e a canoagem tem início. Confira os destaques e horários, sempre no horário de Brasília.

FUTEBOL DE CINCO

A modalidade do futebol adaptada para atletas deficientes visuais é dominada pelo Brasil desde que estreou nos Jogos Paralímpicos, em 2004: só o Brasil ganhou medalhas de ouro desde então. Visando dar prosseguimento nessa história, a seleção brasileira enfrenta o Marrocos às 07h30 pela semifinal, com transmissão da Globo e do SporTV.

GOALBALL

Tanto a seleção masculina quanto a feminina entram em quadra. Primeiro, o time masculino jogam às 05h45 contra a Lituânia, que o Brasil goleou na primeira fase por 11 a 2, mas é a atual campeã paralímpica. Depois, às 07h30, é a vez da equipe feminina tentar uma revanche contra os Estados Unidos, vencedor do jogo entre os dois times na primeira fase.

O goalball é um esporte para deficientes visuais em que três atletas jogam de cada lado, um pivô no centro e dois alas. Em campos opostos, os atletas lançam a bola com a mão para tentar marcar, enquanto os três do outro time defendem, podendo usar as mãos e pés para tal.

VÔLEI SENTADO

O time masculino brasileiro conseguiu apenas uma vitória na primeira fase, mas por conta de uma sequência de resultados, avançou e irá enfrentar a equipe do Comitê Paralímpico Russo, a partir das 06h30. O vôlei sentado tem regras parecidas com as do vôlei olímpico, sendo disputado por atletas amputados ou que de alguma forma não podem usar os membros inferiores.

ATLETISMO

O Brasil disputa algumas finais. Uma das atletas com chance de medalha é Marivana Nóbrega, do lançamento de disco classe F35 (atletas com paralisia cerebral), que foi bronze na Rio-2016 - a prova começa às 21h30. Já Mateus Evangelista, prata há cinco anos, compete no salto em distância F37 (paralisia cerebral mais leve) às 21h35. Já medalhista de prata em Tóquio, Alessandro Rodrigo disputa a final do lançamento de disco F11 (cegos), prova na qual é especialista, às 22h32. Outra medalhista de Tóquio, Julyana Cristina participa do arremesso de peso da F57 (cadeirantes, que tem lesão na coluna) às 21h48, junto com Tuany Priscila.

Depois da decepção nos 100m rasos T11, Jerusa Geber tem nova chance nos 200m, com a eliminatória acontecendo às 22h02, e Lorena Salvatini compete em outra bateria da mesma prova às 22h10. Viviane Ferreira corre a semifinal dos 100m rasos da T12 (deficientes visuais que enxergam vultos) às 23h06. Caso se classifiquem, a final ocorre de manhã.

NATAÇÃO

Com ouro e prata em Tóquio, Gabriel Araújo volta a nadar pela classe S2 (atletas sem membros funcionais), disputando a bateria dos 50m costas às 22h30. Gabriel Bandeira começa a lutar pela quinta medalha no Japão às 22h09, nos 100m costas da S14 (atletas com deficiência intelectual). Susana Schnadorf entra na piscina às 23h03 e Patrícia Cordeiro às 23h07 pelas baterias dos 50m livres da S4 (atletas com paraplegia ou hemiplegia).

TIRO COM ARCO

Principal aposta do Brasil no esporte, Fabíola Dergovics disputa com a americana Emma Rose Davish em sua estreia às 23h, pelo arco recurvo individual. As regras são as mesmas da Olimpíada, e a modalidade é disputada por atletas cadeirantes.

BOCHA

Começam as disputas por equipes ou duplas, e o Brasil terá jogos nas quatro classificações. Às 02:25, será pela BC4, contra a dupla britânica; às 04:20, os portugueses serão nossos adversários pela BC3. Dois jogos serão às 06:05: por equipes na BC1/BC2, os brasileiros encaram a Eslováquia e na BC4, outra dupla enfrenta o Canadá.

A modalidade BC1 conta apenas com pessoas com paralisia cerebral, que podem jogar com as mãos ou com os pés e podem ter um auxiliar. Na BC2, o atleta apresenta quadro de paralisia cerebral e não tem auxílio. Na BC3, os atletas tem um grau maior de comprometimento motor. Os jogadores são assistidos pelos calheiros, que tem a função de direcionar a calha que auxilia na impulsão da bola de acordo com as orientações do atleta. Por fim, na BC4, os atletas tem deficiências com origem não cerebral, como distrofia muscular progressiva, esclerose múltipla, lesão medular com tetraplegia, etc.

CANOAGEM

Muitos atletas do Brasil estreiam na modalidade, incluindo os principais cotados para medalha do Brasil: Luis Carlos Cardoso disputa a eliminatória do caiaque simples 200m KL1 às 21h35; Debora Benevides a do va'a 200m VL2 às 21h45; logo depois, Fernando Rufino entra no caiaque simples para a disputa dos 200m KL2 e Caio Ribeiro, a do caiaque simples 200m KL3 às 22h.

Na canoagem paralímpica, as siglas são montadas da seguinte forma: a primeira letra é para o tipo de embarcação, V para va'a e K para caiaque. O L e o número se referem a uma pontuação atingida pelo atleta em testes médicos, técnicos e na água, cujo número define o grau de comprometimento físico-motor do atleta - quanto menor o grau, maior o comprometimento.

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