Brasil e EUA são favoritos no vôlei de praia dos Jogos Olímpicos

Corpos bronzeados, luz forte e umamúsica estridente fizeram do voleibol de praia um dos esportesmais populares dos Jogos Olímpicos, e a disputa promete sermais quente do que nunca em Pequim. Os EUA e o Brasil, os países que dominam a modalidade,contam com as duplas mais fortes, ao passo que a China, comoacontece no caso de tantos outros esportes, segue no encalçodeles. O vôlei de praia transformou-se em modalidade olímpica nosJogos de Atlanta (1996), levando o glamour das areiasensolaradas da Califórnia e do Rio de Janeiro ao eventoesportivo mais importante do mundo. A decisão viu-se criticada por alguns, que a consideraramuma manobra para atrair público por meio da exposição do corpode atletas musculosos que usam biquínis e camisetas regata. Noentanto, a atmosfera eletrizante das partidas tornou-se umamarca das Olimpíadas. E também fez nascer uma disputa entre os organizadores doevento para saber qual deles contaria com as instalações maiscinematográficas. Sydney levou a modalidade para as areias dapraia Bondi. A China tinha previsto, originalmente, realizar as partidasde 2008 na Praça da Paz Celestial, onde centenas demanifestantes foram mortos quando o governo enviou tanques paraali a fim de dispersar um protesto de estudantes, em 1989. Os organizadores dos Jogos de Pequim mudaram de opinião eenviaram toneladas de areia de uma ilha do sul da China para umnovo estádio construído em um parque de diversões. As vencedoras da medalha de ouro em Atenas e tricampeãsmundiais, Misty May-Treanor e Kerri Walsh, dos EUA, nãoperderam nenhuma partida neste ano, em que disputaram um númerorelativamente pequeno de jogos. As brasileiras Juliana e Larissa terão de se recuperar delesões a fim de superar as duplas chinesas, que estão entre ascinco melhores dos Jogos --Tian Jia e Wang Jie, e Xue Chen eZhang Xi. O cenário parece promissor para os EUA também na disputamasculina. Os atuais campeões mundiais Todd Rogers e PhilDalhausser encontram-se no auge de sua forma para a primeiraparticipação deles em uma Olimpíada após terem vencido os trêsúltimos torneios que disputaram. Logo atrás deles, surgem as duplas brasileiras formadas porRicardo e Emanuel, atuais campeões olímpicos e que tiveram umbom desempenho desde Atenas, e por Márcio Araújo e Fábio Luiz. Os chineses também figuram com destaque entre os homens. WuPeggen e Xu "Tiny" Linyin lideram o ranking de 2008 e ficaramem segundo lugar em cinco torneios disputados neste ano, sem noentanto terem conquistado nenhum título. "Tiny" tem 2 metros dealtura.

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