Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Brasil elimina a Argentina e faz revanche com a Rússia na semifinal do vôlei masculino

Durante a partida, Lucarelli e Lipe, os dois ponteiros titulares da seleção, ficaram machucados

Antonio Pita e Ciro Campos, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

18 Agosto 2016 | 00h19

Foi com a superação de dores e muita vontade que o Brasil continua vivo e está na semifinal do vôlei masculino dos Jogos do Rio. Com dois titulares machucados (Lucarelli e Lipe) a equipe contou com a força do banco de reservas para superar a Argentina na noite desta quarta-feira, no Maracanãzinho, por 3 sets a 1 (25/22, 17/25, 25/10 e 25/23) para ficar a uma partida de disputar pela quarta edição seguida a medalha de ouro olímpica.

A decisão por vaga na final, na sexta, será a repetição da final olímpica de Londres, em 2012. Os russos levaram a melhor por 3 sets a 2 em uma incrível virada. O caminho brasileiro, aliás, pode ser repleto de oportunidades de dar o troco. Bater a Argentina foi um antigo acerto de contas pela eliminação em 2000. Na final, o reencontro pode ser com os Estados Unidos, responsáveis por derrotas brasileiras na final de 2008, e na fase de grupos no Rio.

Apesar de se tratar de um encontro entre Brasil e Argentina, o Maracanãzinho teve um ambiente bem menos efusivo se comparado ao jogo do dia anterior, da seleção feminina contra a China. Fora bandeiras alvicelestes espalhadas e algumas vaias brasileiras, não havia tensão. Vale lembrar que no último sábado os dois países se encontraram no basquete masculino com segurança reforçada e torcedores retirados do ginásio por discutirem.

A partida foi exceção entre as outras três válidas pelas quartas de final. Itália, Rússia e Estados Unidos avançaram por 3 sets a 0 sobre, respectivamente, Irã, Canadá e Polônia. Já os dois rivais sul-americanos fizeram um encontro bem mais equilibrado.

As quartas de final reuniram dois times em papéis opostos. A lógica indicaria o Brasil como dono da melhor campanha da primeira fase, e não na vaga do segundo pior classificado para a segunda fase. 

A zebra Argentina, portanto, nada tinha mais a perder e começou o primeiro set melhor. A liderança equilibrada continuou até o empate em 20 a 20, quando a equipe da casa conseguiu encaixar o saque e rumou para fazer 25 a 22.

O Brasil abriu 1 a 0 e teve de jogar todo o segundo set sem Lucarelli, com lesão na coxa direita. A ausência de um dos principais pontuadores dificultou fazer a bola cair na quadra argentina. Para piorar, o time errou em quantidade imensa e deu nove pontos aos adversários, o que explica a tranquila vitória adversária por 24 a 17. 

No terceiro set a torcida mudou de tática. Cada jogador que ia sacar tinha o nome gritado. A combinação deu certo, por dificultar a recepção argentina e contribuir para o trabalho de defesa. Na vitória por 25 a 19, o Brasil chegou ao número recorde no jogo de quatro pontos de bloqueio em um mesmo set e pode conduzir com tranquilidade a vantagem.

O quarto set poderia definir o jogo, por isso valeu o sacrifício. Lucarelli voltou à quadra mancando, quando a Argentina atacava melhor estava à frente. Para compensar, Lipe precisou sair para tratar dores nas costas. Pelo menos o retorno ajudou a equilibrar a partida e funcionou como um combustível para Wallace atacar como não tinha feito na nada. O jogador marcou 24 pontos e de uma tentativa dele veio a definição do confronto.

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