Martin Mejia / AP
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Brasil elimina o Egito, vai à semifinal e entra na briga por medalha em Tóquio

Matheus Cunha marca o gol da vitória por 1 a 0 que garante o País na fase seguinte do futebol masculino

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2021 | 09h04
Atualizado 31 de julho de 2021 | 14h11

Mesmo com um futebol sem brilho e uma vitória magra, a seleção brasileira masculina de futebol derrotou o Egito, por 1 a 0, neste sábado, em Saitama, e se classificou para a oitava semifinal olímpica. Na terça-feira, o Brasil, ouro na Rio-2016, vai tentar uma vaga na decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em Kashima, diante do México, que venceu a Coreia do Sul por 6 a 3. Espanha e Japão se enfrentam na outra semifinal.  

A seleção teve muita dificuldade para furar o bloqueio egípcio, composto por dois 'paredões' de quatro jogadores. Claudinho não foi o armador necessário e Daniel Alves, atuando mais como meia, participou pouco das atividades ofensivas. O time teve dificuldades, criou algumas boas oportunidades, mas não caprichou nas finalizações.

Com isso, a primeira boa chance foi do Egito, aos 13 minutos, quando após levantamento na área, a bola sobrou para Akram Tawfik, que cabeceou com perigo. Mais uma vez a zaga brasileira apresentou falhas no posicionamento.    

O Brasil continuou com problemas na armação. Só aos 28, o time de André Jardine mostrou entrosamento. Claudinho, Matheus Cunha e finalização de Richarlison, que explodiu no peito do goleiro El Shenawy. Foi uma boa trama. Mais cinco minutos e nova boa participação de Richarlison, que rolou para Claudinho acertar a zaga e Douglas Luiz mandar para fora. Richarlison já marcou cinco gols na competição.

Com o Egito omisso no ataque, o Brasil finalmente abriu o placar, aos 36 minutos. Em rápida jogada, após falha na marcação egípcia, Claudinho tocou para Richarlison, que só rolou para a finalização perfeita de Matheus Cunha: 1 a 0. Jardine festou muto do banco de reserva. Sabia o enrosco que estava a partida. 

Mesmo sem muita inspiração no ataque, o Brasil quase ampliou no último minuto da primeira etapa, quando Douglas Luiz levou perigo em uma cobrança de falta, mas a bola passou perto. A seleção não tem sobrado nas partidas, sua a camisa para ganhar seus jogos, mas também não oferece muitas chances aos adversários. Por enquanto, o Brasil sempre foi melhor em campo, independentemente dos resultados. Joga o justo para avançar.

No segundo tempo, com um minuto, o Brasil quase ampliou com Matheus Cunha, que parou na boa saída da meta de El Shenawy. Aos oito, o atacante, com um problema muscular, teve de ser substituído por Paulinho. O time sentiu e diminuiu o ritmo. Jardine percebeu e colocou Reinier e Malcom em campo. Passou a ganhar tempo também.

As alterações deram maior ânimo ao time brasileiro. Aos 21, Paulinho recebeu de Daniel Alves, mas finalizou em cima de El Shenawy. Ao perceber que o limitado Egito cansou na etapa final, o Brasil passou a tocar mais a bola, teve mais espaço para criar, mas não teve talento para se impor e obter uma vitória mais convincente. 

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 X 0 EGITO

BRASIL - Santos; Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Bruno Guimarães e Claudinho (Reinier); Antony (Malcom), Matheus Cunha (Paulinho), Richarlison (Gabriel Menino). Técnico: André Jardine. 

EGITO - El Shenawy; El Eraki (Ashour), Osama Galal, Hegazy, El Wench e Fotouh; Akram Tawfik, Taher Mohamed (Maher) e Ramadan Sobhi; Mohsen e Rayan (Mohsen). Técnico: Shawky Gharib.

GOLS - Matheus Cunha, aos 36 minutos do primeiro tempo.  

ÁRBITRO - Chris Beath (AUS).

CARTÕES AMARELOS - Antony, Akram Tawfik. 

LOCAL - Saitama.

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