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Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2016 | 05h00

A experiente seleção brasileira masculina de basquete tem hoje um dos testes mais complicados dos últimos anos. Sob intensa pressão e rivalidade, a equipe precisa bater a Argentina nos Jogos do Rio para duas finalidades. Vale se manter viva na disputa por vaga nas quartas de final e conseguir pontuar para evitar um precoce confronto com os Estados Unidos.

O grupo B, formado por seis seleções, terá quatro classificados para a fase seguinte. O Brasil está posicionado na última vaga, atrás da Argentina, e se terminar nessa posição vai encarar justamente os norte-americanos na próxima fase.

O elenco formado por uma das mais renomadas gerações, com cinco atletas na NBA, tem uma das prováveis últimas chances de disputar um competição de elite. O Brasil tem a maior média de idade do torneio olímpico, com quase 30 anos, e terá de usar essa bagagem para reagir após perder para Lituânia e Croácia e derrotar a Espanha.

Uma nova derrota não significa eliminação. Ainda restará a Nigéria na última rodada. Mas perder para os rivais aumenta o risco de terminar em quarto lugar e ter pela frente os Estados Unidos na próxima fase. “Minha preocupação é ganhar da Argentina para que o Brasil continue nos Jogos”, resumiu o técnico argentino Ruben Magnano.

O técnico tem contrato até o fim da Olimpíada, e conhece muito bem os adversários. Alguns deles foram seus jogadores na própria seleção – ele conquistou o ouro para seu país nos Jogos de Atenas, em 2004.

Em Londres, em 2012, a Argentina eliminou a equipe nas quartas de final. No Mundial em 2014, o Brasil deu o troco nas oitavas de final.

Os argentinos encaram o confronto de maneira parecida. Eles pretendem derrotar o Brasil para não depender de uma vitória na última rodada sobre a Espanha, número 2 do mundo. “Não jogamos bem e perdemos para a Lituânia. Pelo menos um dos dois últimos jogos temos que ganhar. Se o próximo é o Brasil, então vamos buscar”, afirmou Manu Ginobili.

FEMININO

Já eliminada, a equipe se despede dos Jogos hoje, contra a Turquia. A missão é ganhar pelo menos uma partida após ter acumulado quatro derrotas.

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Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2016 | 05h00

A organização dos Jogos do Rio está preocupada com possíveis conflitos entre torcedores durante a partida de basquete na Arena Carioca 1. Ná véspera do confronto, o COI organizou uma entrevista coletiva com o atirador brasileiro Felipe Wu e a capitã da seleção argentina de hóquei na grama, Luciana Aimar.

“Precisamos transmitir que os torcedores estejam tranquilos. Somos dois países com fanatismo grande – isso não é ruim. Mas sempre com respeito”, disse a argentina. Na cerimônia de entrada em quadra, cada país vai carregar a bandeira do adversário, para cativar na torcida o sinal de respeito.

Na última semana, o secretário de Esporte de Alto Rendimento brasileiro, Luiz Lima, e o secretário de Esportes, Educação Física e Recreação argentino, Carlos Javier Mac Allister, se reuniram para discutir como acalmar a relação das torcidas no Parque Olímpico. O temor é grande após ter ocorrido uma briga entre torcedores no tênis e pela grande presença de argentinos nas partidas da equipe.

“Nosso país é perto daqui, então devemos ter muitos torcedores. O jogo será uma festa”, disse o atleta argentino Carlos Delfino. O comportamento dos argentinos tem chamado a atenção por ser semelhante ao do futebol, com muita cantoria e vaias aos adversários.

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É vencer ou adeus medalha

O objetivo de subir ao pódio passa obrigatoriamente por uma vitória hoje, diante da Argentina. O revés significa o fim do sonho de conquistar uma medalha em casa. A explicação é simples. Se perder, além de correr o risco de cair na primeira fase, o Brasil consegue, no máximo, avançar na quarta posição do grupo e, desta forma, enfrentaria os EUA nas quartas de final. Não há chance de os brasileiros derrotarem os americanos.</p>

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2016 | 04h54

É necessário o time do técnico Rubén Magnano apagar da memória o desempenho nos dois primeiros quartos nas derrotas para Lituânia e Croácia e atuar como fez na vitória diante da Espanha. O Brasil tem de ter transpiração na marcação e inspiração no ataque. Não há espaço para os costumeiros apagões. A Argentina tem uma equipe experiente, com jogadores da “geração dourada”, campeã olímpica em Atenas-2004, em último ato. Com Ginobili, Scola e Nocioni em quadra, se sair do jogo, não existe chance de voltar.

A vitória sobre os argentinos, por outro lado, terá um efeito positivo proporcional. O Brasil ficaria com dois triunfos no grupo e, como encara a Nigéria, pior equipe da chave, na última rodada, tem chance de avançar em boa posição e até escapar dos EUA até uma hipotética final.

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