Brasil, EUA e China dominaram de novo no vôlei de praia

A Olimpíada de Pequim mostrou que serádifícil superar as três maiores potências do vôlei de praia --Brasil, Estados Unidos e China -- apesar da crescentepopularidade do esporte. Pequim recebeu uma série de estreantes nas areias olímpicas-- sete países apresentaram pela primeira vez suas equipes -- ea multidão de espectadores chineses aprendeu como é a atmosferafestiva do estádio, com música e cheerleadears. No fim das contas, tudo isso foi um preparativo para o atofinal que a maioria das pessoas já esperava antes mesmo dosJogos. Entre as mulheres, a competição foi dominada de novo pelasindomáveis Misty May-Treanor e Kerri Walsh, dos EUA, que setornaram as primeiras a defender com sucesso um título olímpicodo esporte, e sem perder nenhum set. A competição masculina foi um pouco mais dramática. Oscampeões mundiais Todd Rogers e Phil Dalhausser, também dosEUA, perderam seu primeiro jogo para a novata Letônia, masconseguiram se recuperar para garantir o ouro. "É ótimo ter os dois ouros e levá-los para casa", disseRogers, que vem da terra do vôlei de praia: Santa Barbara, naCalifórnia. Pela primeira vez desde que o esporte passou a serdisputado nos Jogos, em 1996, o Brasil ficou fora do pódiofeminino. E o forte programa de treinamento da China mostrouresultado, com duas medalhas. Os homens compensaram para o Brasil, ficando com a prata eo bronze. Mas a maioria dos atletas está na casa dos 30 anos emudanças serão necessárias para que se possa manter o domínio. "Outros países têm gerações mais novas, novos estilos.Então precisamos trabalhar mais duro para ficar no topo. Nossosjogadores de 20 anos precisam ir para o circuito internacionale conseguir mais experiência", disse Emanuel, 35 anos, medalhade bronze. Os atletas também torcem para que o bom momento do vôleisob o sol olímpico -- e sob fortes chuvas também, em algunsjogos -- seja um bom catalisador para manter o esportecrescendo até 2012. "Espero que as pessoas tenham visto o esporte e adorado aatmosfera na arena", disse Dalhausser.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.