Emilio Andreoli/AP
Emilio Andreoli/AP

Brasil ganhará dez ouros e ficará em 8º no Rio, segundo projeção

Empresa especializada em estatística projeta 27 medalhas para o País em 2016, mas falha ao contar dois boxeadores profissionais

O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 15h24

O Brasil conseguirá, pela primeira vez, atingir o top 10 do quadro de medalhas em uma edição dos Jogos Olímpicos. Pelo menos, essa é a previsão da Infostrada, empresa especializada em estatísticas esportivas. De acordo com a projeção divulgada nesta terça-feira, a 500 dias da Olimpíada de 2016, o País ganhará dez ouros, em um total de 27 medalhas, e terminará a competição em oitavo lugar.

A análise feita pela empresa leva em conta o desempenho dos atletas desde o início do ciclo olímpico. Mas há duas falhas na formatação da equipe brasileira: os boxeadores Esquiva Falcão e Everton Lopes, que ganhariam prata e bronze em suas categorias, respectivamente, não poderão competir no Rio, porque se profissionalizaram. Sendo assim, a contagem total das medalhas do País chegaria a 25, mas como os dez ouros seriam mantidos, a posição final no quadro não seria alterada.

O levantamento aposta que o vôlei feminino será tricampeão olímpico e que Arthur Zanetti conquistará o segundo ouro na disputa de argolas da ginástica artística. Cesar Cielo voltaria ao lugar mais alto do pódio nos 50 m livre, repetindo a conquista de Pequim-2008, assim como o vôlei masculino, campeão em Atenas-2004. O atletismo ganharia, pela primeira vez, duas medalhas douradas, com Fabiana Murer e Duda. O judô teria, pela primeira vez, duas mulheres campeãs - Mayra Aguiar e Rafaela Silva. Por fim, Ana Marcela Cunha daria à natação brasileira, na disputa das maratonas aquáticas, a primeira medalha feminina.

O Brasil também "estrearia" no quadro de medalhas em três modalidades: tênis, com a dupla formada por Bruno Soares e Marcelo Melo; handebol, com a seleção feminina, atual campeã mundial; e luta, com Aline Silva, vice-campeã do mundo na categoria até 75 kg.

OURO

Mauro Vinícius da Silva (atletismo - salto em distância)

Fabiana Murer (atletismo - salto com vara)

Vôlei masculino

Vôlei feminino

Martine Grael e Kahena Kunze (vela - 49er FX)

Ana Marcela Cunha (maratona aquática - 10 km)

Cesar Cielo (natação - 50 m livre)

Mayra Aguiar (judô - 78 kg)

Rafaela Silva (judô - 57 kg)

Arthur Zanetti (ginástica - argolas)


PRATA

Bruno Soares e Marcelo Melo (tênis - duplas)

Robert Scheidt (vela - Laser)

Poliana Okimoto (maratona aquática - 10 km)

Bruno Fratus (natação - 50 m livre)

Robson Conceição (boxe - 60 kg)

Esquiva Falcão (boxe - 75 kg)

Clelia Marques (boxe - 51 kg)

Handebol feminino

Sarah Menezes (judô - 48 kg)

Maria Suellen Altheman (judô - acima de 78 kg)

Rafael Silva (judô - acima de 100 kg)

Larissa e Talita (vôlei de praia)

Diego Hypolito (ginástica - solo)

Aline Silva (luta livre - 75 kg)


BRONZE

Allan do Carmo (maratona aquática - 10 km)

Leonardo de Deus (natação - 200 m borboleta)

Everton Lopes (boxe - 64 kg)

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