Nikita Bassov
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Brasil luta por mais vagas olímpicas no Mundial de Boxe

País estará representado por quatro pugilistas na competição que começa nesta segunda-feira em Doha, no Catar

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2015 | 17h10

O Brasil inicia no Campeonato Mundial masculino de Boxe a luta para ampliar suas vagas nos Jogos Olímpicos do Rio. A competição começa amanhã em Doha, no Catar, com o sorteio das chaves, e o País terá quatro representantes, entre eles Robson Conceição, líder do ranking na categoria 60 kg. “Estou bastante confiante para essa disputa. Venho me preparando muito para o Mundial e tenho fé que correrá tudo bem”, avisa o lutador, que no torneio em 2013 ficou com a medalha de prata ao perder para o cubano Lázaro Alvares.

“Meus principais adversários serão os lutadores de Cuba, Mongólia e Inglaterra, mas não posso descartar ninguém. Esse Mundial será bastante competitivo, talvez o mais forte dos últimos tempos. Sei que conseguir a vaga olímpica é uma missão muito complicada, mas não é impossível. Venho trabalhando forte para conseguir essa vaga e nas horas de dificuldade Deus estará comigo e me guiará pelo melhor caminho”, afirma Robson, que precisa ficar entre os três mais bem colocados para carimbar sua vaga.

Além dele, estão na delegação os pugilistas Robenilson de Jesus (56 kg), Juan Nogueira (91 kg) e Rafael Lima (acima de 91 kg). Eles fizeram a aclimatação na Alemanha e esperam colher os resultados no Catar. “Ficamos na cidade de Hennef desde o dia 20 de setembro, em treinamento com cinco seleções que também estarão no Mundial: Holanda, Inglaterra, Polônia, França e a própria Alemanha”, explica Robenilson, que também tem boas chances na competição.

Por ser país-sede da Olimpíada, o Brasil já tem cinco vagas garantidas no masculino, entre dez categorias, e uma no feminino, entre três categorias. Caso não consiga ganhar as vagas no Mundial em Doha, a seleção ainda terá a chance no Pré-Olímpico continental na Argentina, em março, que terá também a participação das mulheres, e depois tem outra competição, em junho, no Casaquistão, com mais 30 vagas em jogo. “Nossa expectativa é conseguir as quatro classificações para a Olimpíada”, comenta Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe.

O dirigente coloca entre os principais adversários as grandes potências como Cuba, Rússia, Alemanha, Casaquistão, França, Itália, Irlanda, Azerbaijão, Estados Unidos e Inglaterra. “São uns dez países no bolo. Surpreendentemente, a China não está forte”, diz. “Acreditamos em medalha, porque o preparo está sendo bem feito e a equipe tem tudo para corresponder. Temos condições de fazer um bom papel.”

Everton Lopes, Esquiva e Yamaguchi Falcão, eram cotados para medalha nos Jogos de 2016, mas optaram por lutar no boxe profissional. “Claro que eu queria que eles ainda estivessem com a gente, mas nossas chances permanecem as mesmas”, continua Mauro.

Ele confia no quarteto que representa o Brasil e torce pelas vagas olímpicas. Para Robenilson, o objetivo será alcançado se depender dele. “Minha meta é sempre dar meu melhor em tudo que faço. Sei que os melhores estarão lá, mas estou muito confiante em conseguir minha vaga e a medalha nesse Mundial”, conclui.

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