EFE/Jorge Zapata
EFE/Jorge Zapata

Brasil peca no ataque e perde para a Croácia no basquete masculino

Jogo só foi decidido nos momentos finais

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

11 Agosto 2016 | 16h51

A seleção brasileira masculina de basquete parece gostar de emoções até o fim quando está em quadra nos Jogos do Rio. Pelo terceiro jogo seguido a indefinição durou até perto de zerar o cronômetro, mas nesta quinta-feira foi o time visitante quem levou a melhor. O cestinha do jogo Bojan Bogdanovic liderou a Croácia a ganhar por 80 a 76, a segunda derrota do Brasil em três jogos.

Contra a Croácia, mais uma vez a equipe fez um segundo tempo melhor do que o primeiro. Embora tenha ficado atrás quase o jogo todo, a virada esteve perto apenas no último quarto. A vantagem ficou pequena e a torcida foi ao delírio com a recuperação, pena que tardia da equipe. A tranquilidade croata pesou para administrar a vantagem e terminar o jogo com aproveitamento superior em arremessos: 53% a 43%.

O roteiro do jogo foi mais parecido com o da derrota para a Lituânia, na estreia, do que na equilibrada e emocionante vitória sobre a Espanha nos segundos finais por 66 a 65. Parece que o time só reage depois de começar mal. O Brasil teve desperdícios de ataques no primeiro tempo, com só 38% de acertos nos arremessos. A bola tocava o aro e não caía, os passes dentro do garrafão saíam sem destino e a desvantagem aumentava com facilidade nos contra-ataques adversários.

Para piorar, até mesmo o comportamento da torcida foi mais ameno. O ginásio ficou mais calado, principalmente pela falta de inspiração do Brasil no ataque, somada às falhas na defesa. Parar Bojan Bogdonanovic estava muito difícil. Sozinho, o croata marcou 16 pontos no primeiro tempo, mais da metade do que toda a equipe da casa fez. Ir para o vestiário dez pontos atrás (41 a 31) até pareceu lucro.

A desvantagem era bem menor do que os 29 pontos registrados no intervalo contra a Lituânia. Então, era plenamente possível reduzir o prejuízo, assim como feito na estreia, no domingo. O Brasil voltou mais atento e logo no primeiro lance do terceiro quarto, marcou três pontos e mexeu com a torcida. As vaias aos ataques croatas e os gritos de "uh, defesa" ficaram mais fortes enquanto durou o breve bom momento.

A aparente melhora foi mais ilusão do que realidade. Mesmo no terceiro quarto, o Brasil continuou a ser pouco efetivo, com 40% de acerto nos arremessos, e só foi com esperanças para a última parte por ter feito duas cestas nos segundos finais do período. A melhor atuação ficou para os dez minutos finais, quando a torcida se inflamou e o time passou a acreditar na virada.

O técnico argentino Ruben Magnano era o mais agitado em toda a Arena Carioca 1 enquanto o Brasil encurralava a Croácia e fazia mais pontos no último quarto. Três arremessos de três pontos ajudaram a diferença cair para somente três, até novos erros de ataque propiciaram aos adversários a reconstruir a vantagem.

O Brasil tem mais dois compromissos na fase de grupos para tentar confirmar vaga nas quartas de final. Sábado, será contra a Argentina. Depois, na segunda-feira, o adversário será a Nigéria.

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