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Brasil pega a Holanda para chegar à primeira semifinal da história

Seleção feminina vem embalada por quatro vitórias na fase preliminar

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 06h00

A seleção feminina de handebol tem a chance de fazer história contra a Holanda, hoje, às 10h, na Arena no Futuro, pelos Jogos do Rio. O confronto pelas quartas de final pode colocar pela primeira vez o Brasil em uma semifinal olímpica, exatamente com a melhor geração da história do País. A base campeã mundial em 2013 e favorita à medalha está a uma vitória de superar a campanha de Londres, em 2012.

O primeiro lugar do grupo e as quatro vitórias em cinco partidas impulsionam o Brasil a se manter como uma das potências na modalidade. O temor das jogadoras é não se empolgar pela campanha, nem se acomodar por ter do outro lado uma adversária que passou na quarta colocação da chave. "Agora é outra competição. No mata-mata muda tudo, porque começa outra fase totalmente diferente", disse a armadora-esquerda Duda Amorim.

A confiança brasileira é grande por ter superado uma fase bem complicada. Ao ganhar da bicampeã olímpica Noruega, da vice-campeã em Londres, Montenegro, e da Romênia, de Cristina Neagu, a melhor jogadora do mundo, o Brasil se encheu de expectativa por grandes resultados. O último passo antes de chegar às semifinais será por coincidência a rival com quem a equipe escolheu fazer amistosos prepatórios.

A Holanda, vice-campeã mundial em 2015, enfrentou duas vezes o Brasil pouco antes dos Jogos. Foi um empate e uma vitória da equipe da casa. "Agora o jogo é outro. Quando se disputa um amistoso, você prepara o time para a competição, e não de forma tática específica para se enfrentar o adversário. Em mata-mata é preciso ter muita atenção", explicou o treinador dinamarquês da seleção brasileira, Morten Soubak.

A equipe tem cautela por ter vivido decepções recentes em ocasiões similares à atual. Em 2011, foi eliminada nas quartas de final do Mundial disputado em São Paulo. Na mesma fase caiu para rivais nos Jogos de Londres, no ano seguinte, e quando defendia o título mundial, em 2015, saiu precocemente nas oitavas de final para a Romênia.

"Foi importante nos cruzamentos termos evitado pegar França ou Rússia, mas não tem vida fácil. Faz bem para o moral ser líder do grupo", afirmou a goleira Bárbara. "Temos o mesmo espírito brasileiro da torcida. Temos essa paixão pelo que estamos fazendo e conseguimos pegar essa resposta de volta. Apostamos nessa força do público", disse a jogadora.

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