Brasil perde para a Argentina e sonho do ouro olímpico termina

Seleção cai por 3 a 0 e terá de se contentar com a disputa pela medalha de bronze com a Bélgica, na sexta-feira

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

19 de agosto de 2008 | 11h46

 Paulo Pinto/AE Ronaldinho Gaúcho não acredita na desclassificação do Brasil para a rival Argentina; atuação apagada SÃO PAULO - O sonho do ouro olímpico acabou, por pelo menos mais quatro anos. Jogando defensivamente e sem opções de ataque, a seleção brasileira perdeu para a rival Argentina por 3 a 0, nesta terça-feira, em Xangai, e está fora da final olímpica, cabendo o consolo da disputa pela medalha de bronze diante da Bélgica, na sexta-feira, às 8h (horário de Brasília), novamente em Xangai, no Estádio dos Trabalhadores.   Veja também:  Após perder ouro, Dunga diz que dará 'seqüência ao trabalho' Para Ronaldinho, Argentina se aproveitou de cochilo Após perder ouro, Dunga dará 'sequência ao trabalho' Técnico da Argentina diz que atropelou o Brasil Imprensa argentina tripudia brasileiros por 'vitória fácil' Brasil foi 'pequeno' e Ronaldinho ficou isolado, diz Maradona  Diego diz que Brasil vai buscar forças para o bronzeA campanha brasileira na Olimpíada de Pequim Vote: Dunga deve permanecer no comando da seleção?Já a Argentina tem a chance de ser bicampeã olímpica e, de quebra, vencer uma antiga algoz, a Nigéria, que foi a campeã dos Jogos Olímpicos de 1996 após um jogo nervoso e polêmico diante dos argentinos.Além de não conquistar o ouro, a seleção volta a ser o centro de críticas por parte da imprensa brasileira, principalmente o técnico Dunga, que terá dificuldades para manter-se no cargo, caso venha a fracassar nos próximos jogos pelas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2010. Curiosamente, esta é a primeira derrota da seleção sob o comando de Dunga para os argentinos. Até então, eram duas vitórias e um empate.Mantendo a formação utilizada na vitória sobre Camarões, Dunga acreditava que sua equipe aproveitaria os contra-ataques para vencer, como acontecera na Copa América do ano passado, diante da rival. "Calejada", a Argentina não atacou de forma desesperada, evitando a descida brasileira com rapidez. Desta forma, o primeiro tempo foi truncado no meio-campo, com as duas seleções à espera do erro alheio para, quem sabe, abrir o placar.  Brasil 0 Renan; Rafinha    , Alex Silva, Breno     e Marcelo;Hernanes    , Lucas    , Anderson     e Diego (Thiago Neves     ); Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sóbis (Alexandre Pato) Técnico: Dunga  Argentina 3 Romero; Monzon, Garay    , Pareja    , Zabaleta    , Dimaria, Mascherano, Gago e Riquelme (Sosa); Messi e Agüero Técnico: Sergio Batista Gols: Agüero, aos 7 e aos 12, e Riquelme, aos 31 minutos do segundo tempoÁrbitro: Martin Vasquéz (URU)Renda: não disponívelPúblico: não disponívelEstádio: dos Trabalhadores, em Xangai Ao perceber que o Brasil preocupava-se mais em marcar do que atacar, a Argentina optou por toques rápidos pelas laterais, com a ajuda dos volantes. E um deles, Dimaria, chutou cruzado para o complemento de Agüero, abrindo o placar aos sete minutos do segundo tempo. Este foi o primeiro gol sofrido pela zaga brasileira na competição.O gol mostrou ao Brasil que era necessário atacar para sonhar com o ouro e, no minuto seguinte, Rafael Sóbis chutou forte, acertando a trave. O dia, no entanto, era argentino. Messi fez o que quis pela direita e cruzou forte para, mais uma vez, a penetração de Agüero pelo meio da área, marcando o segundo gol, aos 12.Assim como no primeiro gol sofrido, a seleção brasileira assustou os rivais com um chute na trave. Desta vez numa cobrança de falta de Ronaldinho, até então discreto em campo. No rebote, Marcelo chutou errado e Pato marcou, mas, como estava impedido, o gol foi invalidado.Atônito, Dunga realizou as modificações costumeiras, sem resultado algum. A Argentina comandava a partida e tratou de decretar o placar final aos 31, com um gol de pênalti de Riquelme que, até então, só amargava derrotas para o Brasil em confrontos decisivos. A "sorte e competência" do embate histórico mudou de lado, pelo menos desta vez.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.