EFE/ Jeon Heon-Kyun
EFE/ Jeon Heon-Kyun

Brasil se despede do hóquei com campanha de 46 gols sofridos e só um marcado

Todas as maiores goleadas da modalidade foram sobre a equipe brasileira

Demétrio Vecchioli, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

12 Agosto 2016 | 22h39

A seleção brasileira masculina de hóquei sobre a grama encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio deixando claro que não tinha nível técnico para disputar a Olimpíada. Nesta sexta-feira, a equipe sofreu sua quinta e última derrota, desta vez para a Austrália, por 9 a 0. Todas as cinco maiores goleadas da competição até aqui foram sobre o Brasil.

Apesar do pesado investimento que recebeu do governo federal ao longo do último ano, primeiro para chegar aos Jogos do Rio (precisava ficar em sexto no Pan para validar o convite), depois para disputar a Olimpíada, o time mostrou um nível técnico sofrível, muito longe do mínimo esperado para uma competição deste porte.

O Brasil perdeu de 12 a 0 da Bélgica, 7 a 0 da Espanha, 9 a 0 da Austrália e da Nova Zelândia e de 9 a 1 da Grã-Bretanha. Levou um total de 46 gols e só marcou um, marcado por Stephane Smith, um recifense que foi adotado aos 6 meses e cresceu na Inglaterra. Mais da metade do time, como ele, é de atletas que não foram formados no hóquei brasileiro.

Agora, a tendência é que a modalidade volte à obscuridade. O nível técnico alcançado até aqui está longe do necessário para jogar um Mundial e o Brasil não tem mais do que quatro clubes de hóquei. Mesmo para os Jogos Pan-Americanos a classificação é muito difícil - o time só esteve no Rio, em 2007, como convidado, e depois em Toronto, no ano passado, quando ficou com a última vaga.

Sem o Brasil, a competição masculina de hóquei sobre a grama continua no domingo, com as quartas de final. Os jogos serão: Espanha x Argentina, Bélgica x Índia, Holanda x Austrália e Alemanha x Nova Zelândia.

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