Lisi Niesner / Reuters
Lisi Niesner / Reuters

Resumo do dia: Brasil fecha participação na Paralimpíada em sétimo no quadro de medalhas

Medalha de Alex Pires em uma das maratonas faz País igualar recorde de pódios dos Jogos do Rio-2016

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2021 | 06h39

O Brasil conseguiu igualar o recorde de medalhas conquistadas em uma edição da Paralimpíada no último dia de disputa da Tóquio-2020, com a prata de Alex Pires na maratona. Com mais esse pódio, o Brasil chegou a 72, assim como no Rio, e fechou no sétimo lugar no quadro de medalhas, assim como em Londres. Mas os atletas brasileiros já haviam superado o recorde de ouros (que era de Londres), tornando a campanha em Tóquio a melhor da história. Veja como foram as competições do último dia dos Jogos Paralímpicos.

MARATONA

A 72ª medalha brasileira em Tóquio foi de Alex Pires. O corredor fechou a maratona masculina T46 (atletas amputados nos membros superiores) em segundo lugar, com com 2h27min00s. Ele ainda repetiu gesto de Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas-2004 e cruzou a linha de chegada imitando um avião. O ouro ficou com o chinês Chaoyan Li e o bronze do japonês Tsutomu Nagata.

A maratona T12 (atletas cegos ou com pouca visão) contava com duas representantes brasileiras: Edneusa Santos ficou em quarto e Edilene Teixeira Boaventura, que na verdade é da classe T11 (totalmente cegos) ficou com a sétima colocação.

Vanessa Cristina terminou em 12º lugar na maratona T54 (cadeirantes com lesão na coluna) feminina. A brasileira fechou a prova com o tempo de 1min51s12, 13 minutos atrás da primeira colocada, Madison de Rozario. Dono de dois ouros nos 1500m e 5000m T11, Yeltsin Jacques abandonou a maratona masculina T12. O brasileiro deixou a prova aos 21km, logo após completar a metade do percurso.

BADMINTON

O brasileiro Vitor Tavares foi derrotado na decisão do bronze na categoria SH6 (atletas anões) do badminton pelo britânico Krysten Coombs, por 2 games a 1. Ele ficou muito perto de garantir o recorde de medalhas paralímpicas para o Brasil, mas acabou superado de virada, com parciais de 21/11, 10/21 e 16/21. Único representante brasileiro na modalidade, Tavares encerra participação em Tóquio na quarta colocação.

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

O Japão ficou perto, mas acabou sendo derrotado pelos Estados Unidos num jogo bastante equilibrado por 64 a 60 na final masculina. É a 22ª medalha paralímpica dos Estados Unidos na modalidade, o 13º ouro, enquanto a prata foi a primeira medalha japonesa no esporte em Paralimpíada. O bronze foi da Grã-Bretanha.

VÔLEI SENTADO

Outro esporte coletivo que teve os Estados Unidos no topo do pódio, o vôlei sentado feminino teve a final disputada pelas americanas contra a China e vencendo por 3 sets a 1. As norte-americanas, algozes das brasileiras nas semifinais, jamais ficaram de fora do pódio em uma edição da modalidade. Na madrugada anterior, o Brasil havia superado o Canadá também por 3 sets a 1 para ficar com o bronze.

MELHOR POSIÇÃO

Mesmo sem levar mais nenhum ouro no último dia, o Brasil conseguiu assegurar a sétima posição no quadro de medalhas. Única candidata a pegar a posição, a Austrália também não conseguiu mais nenhum ouro, nem nas maratonas nem no tiro esportivo, e ficou atrás. Dessa forma, o Brasil repete Londres-2012, a melhor colocação histórica do País em Jogos Paralímpicos.

COVID-19

297 pessoas ligadas à Paralimpíada testaram positivo para o coronavírus desde que o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) passou a divulgar o balanço, no dia 12 de agosto. A maioria dos infectados foi de residentes ou trabalhadores japoneses, embora alguns atletas também tenham testado positivo. A avaliação do IPC é que mesmo com a situação ruim do Japão na pandemia, com Tóquio e outras cidade batendo recorde de casos, isso não afetou a realização dos Jogos.

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