Divulgação/IJF
Divulgação/IJF

Brasil tem meta de até cinco medalhas no Mundial de Judô

Competição começa na madrugada desta segunda no Casaquistão

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2015 | 17h00

O Brasil estreia no Mundial de Judô na madrugada desta segunda-feira, com preliminares a partir das 2h da manhã e finais às 8h, com a expectativa de reforçar a modalidade como uma das esperanças de medalhas nos Jogos Olímpicos do próximo ano. Com 18 atletas, a perspectiva é ficar entre os melhores na competição que será disputada em Astana, no Casaquistão. “A nossa meta é chegar a quatro ou cinco medalhas, fazer pelo menos duas finais e termos um rosto novo no masculino”, afirma Ney Wilson, gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

A busca por um bom resultado no masculino se deve principalmente à ausência do lesionado Rafael Silva, o Baby, que nas duas últimas edições conquistou as únicas medalhas masculinas do Brasil. Assim, a CBJ quer quebrar a escrita e torce por um bom resultado dos outros atletas. “Queremos, assim, ter um resultado diferente no judô masculino”, avisa Ney.

Tanto que o experiente Leandro Guilheiro (81 kg) foi escalado para o seu sexto Mundial e fará companhia a Felipe Kitadai (60 kg), Eric Takabatake (60 kg), Charles Chibana (66 kg), Marcelo Contini (73 kg), Victor Penalber (81 kg), Tiago Camilo (90 kg), Luciano Correa (100 kg) e David Moura (+100 kg).

No feminino, a situação é diferente e algumas atletas entram com boas chances de medalha, como Erika Miranda (52 kg), Rafaela Silva (57 kg) e Mayra Aguiar (78 kg). As três competem ao lado de outras brasileiras: Sarah Menezes (48 kg), Nathália Brigida (48 kg), Mariana Silva (63 kg), Maria Portela (70 kg), Maria Suelen Altheman (+78 kg) e Rochele Nunes (+78 kg). “É um momento importante, estudamos bastante a competição e nossa comissão técnica está atenta a tudo para que possamos potencializar o crescimento dos nossos atletas dentro do planejamento”, diz Ney.

O dirigente lembra que todos os países estão com sua força máxima. “É o último Mundial antes dos Jogos Olímpicos, então é a hora de confrontar forças. Obviamente alguns países vão crescer bastante até a Olimpíada, e eu acredito que o Brasil esteja nesse grupo de equipes que vão evoluir tecnicamente, principalmente no masculino, que é uma equipe em renovação”, explica.

Entre os adversários, o Japão é sempre favorito no Mundial e deve conquistar muitas medalhas. Quem também deve brilhar é o francês Teddy Riner, que vai atrás do seu oitavo título na categoria acima de 100 kg para manter a hegemonia entre os judocas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.