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Brasileira precisa de convite, mas vai ao Jogos no badminton

Lohaynny Vicente está na 71ª posição no ranking da modalidade

Estadão Conteúdo

05 de maio de 2016 | 14h26

Há uma semana, quando anunciou que Ygor Coelho e Lohaynny Vicente seriam os representantes do Brasil no badminton no Rio-2016, a Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) comemorou o fato de que ambos participariam da Olimpíada sem depender do convite destinado ao país-sede dos Jogos. Mas essa era só uma meia verdade.

O ranking olímpico final foi divulgado nesta quinta-feira pela Federação Internacional de Badminton (BWF) com Lohaynny no 71.º lugar, sem conseguir uma das 35 vagas distribuídas a partir do ranking - há um limite de uma vaga por país, ou duas se ambos os atletas estiverem entre os 16 primeiros.

A 35.ª e última vaga pelo ranking mundial ficou com Telma Santos, de Portugal, a 65.ª do mundo. Uma atleta da Mauritânia e outra da Austrália se classificaram pela cota continental, enquanto Lohaynny vai aos Jogos pela cota do Brasil como país-sede. Como havia a garantia dessa vaga, a CBBd priorizou não a briga internacional, mas a concorrência interna entre Lohaynny e Fabiana Silva. Enquanto a jovem de 20 anos somou 22.993 pontos, a rival, em 74.º lugar, ficou com 22.599. A disputa entre elas só foi definida no último torneio do ciclo, no Taiti, quando ambas perderam na estreia.

No masculino, é verdade que a vaga veio independente do fato de o Brasil ser país-sede. Ygor Coelho fechou o ranking olímpico em 60.º, com a 28.ª vaga. Ele somou 25.559 pontos, contra 17.235 de Daniel Paiola, o 110.º. Nas duplas (femininas, masculinas e mistas), o Brasil há bastante tempo já havia abdicado de brigar diretamente por uma das 16 vagas no Rio-2016. A disputa seria pelo posto de melhor das Américas. No feminino, as irmãs Luana e Lohaynny Vicente ficaram em 39.º lugar, dez posições abaixo das americanas Eva Lee e Paula Obanana. Reservas, herdarão a vaga caso haja desistência do time dos EUA.

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