Brasileira quer pódio na canoagem slalom

Evolução de Ana Sátila faz atleta sonhar com medalha

PAULO FAVERO, O ESTADO DE S.PAULLO

09 de julho de 2016 | 17h00

Ana Sátila pode ser considerada um fenômeno na canoagem slalom. Caçula da delegação brasileira nos Jogos de Londres, em 2012, quando tinha apenas 16 anos, a garota agora chega para a competição em casa mais experiente e com a quarta posição no ranking mundial. A notável evolução faz com que ela possa sonhar com um pódio quando, no início do ciclo olímpico, não aparecia entre as cotadas para medalha.

“Acho que agora é dedicação total, focar nos treinos e principalmente no aspecto psicológico. Procuro manter a rotina normal e ficar cada vez mais concentrada pensando que será mais uma prova tão importante quanto às outras”, diz a garota, que nasceu em Iturama (MG), mas cresceu em Primavera do Leste, no Mato Grosso, onde descobriu a modalidade.

Com um talento nato, logo foi descoberta e convidada a se mudar para Foz do Iguaçu, no Paraná, para treinar no Canal de Itaipu. Tinha apenas 9 anos e sua mãe tomou a decisão de ir junto com a garota e passou a ser governanta na Casa dos Atletas. Todo o esforço da família parece ter valido a pena.

“Acho que cresci no esporte. Na época em Londres não consegui alcançar vaga nas semifinais, mas hoje chego como a quarta melhor do mundo na minha categoria. Chego com mais responsabilidade e madura, pois em 2012 tudo era novo. Hoje consigo driblar mais isso e focar nos meus objetivos”, comenta.

Um dos trunfos de Ana Sátila é a familiaridade com o canal de canoagem slalom que foi construído no Complexo de Deodoro. “Acho que já desci mais de 500 vezes lá. Claro que todo mundo treinou o mesmo tempo na pista, mas acho que competir no Brasil e não precisar se adaptar com o clima e com o País ajuda, principalmente com a torcida apoiando”, diz.

A atleta elogia bastante o canal e confessa que está muito contente por existir uma estrutura como essas no Brasil. “Quando comecei a remar lá, penei um pouco, mas hoje já conheço bem os detalhes e estou muito familiarizada com ele. É uma pista com detalhes, boas remontas, rápida e que exige muita técnica nossa.”

A construção desse tipo de estrutura esportiva ajuda a desenvolver a modalidade. Uma das melhores canoístas do mundo, a australiana Jessica Fox, pôde treinar em canais construídos em seu país. “Ela tem a mesma idade que eu e acho que é uma das principais adversárias que tenho, é uma forte concorrente”, explica Ana Sátila, que espera chegar à final olímpica. “Depois disso, tudo pode acontecer.”

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