Marko Djurica/Reuters
Marko Djurica/Reuters

Brasileiras exaltam vitória no handebol e descartam escolher rivais nas quartas

Equipe garantiu a classificação antecipada com o triunfo sobre a Angola

Ubiratan Brasil, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 12h56

A seleção brasileira feminina de handebol venceu Angola por 28 a 24, na manhã desta sexta, na Arena do Futuro, e se classificou para as quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio. O Brasil lidera provisoriamente o Grupo A (há ainda dois jogos da chave nesta sexta), com 6 pontos. A equipe encerra sua participação na primeira fase enfrentando Montenegro, no domingo.

Foram dois tempos muito distintos. "Quando terminamos empatados por 13 a 13, percebi que equipe estava presa ao sistema de marcação angolana", disse o técnico brasileiro, o dinamarquês Morten Soubak. "Angola estava melhor no contra-ataque e se fechou bem na defesa. Só quando passamos a usar mais as pontas, no segundo tempo, é que nosso jogou passou a fluir."

A observação foi a mesma do técnico angolano, Filipe de Carvalho Cruz. "Foram dois tempos distintos", disse. "No primeiro, tivemos força e nível de concentração suficientes para jogar melhor. Mas no segundo, a equipe foi desastrosa, desconcentrada. Agora, temos de usar esses erros para trabalhar para o próximo jogo (contra a Espanha) e conseguir o feito inédito: classificar para a próxima fase."

Se contou com o apoio maciço da torcida brasileira nas outras partidas, Angola, dessa vez, conheceu a força da vaia. "Sabíamos que isso ia acontecer, mas, confesso que aquele carinho fez falta", comentou a armadora Natália.

Perguntado sobre se preferia escolher adversário para as quartas - o que implicaria em ter um determinado resultado contra Montenegro -, o técnico do Brasil foi taxativo. "Engraçado como se fala disso aqui no Brasil", comentou. "Falaram que eu quis ficar em um grupo mais forte na primeira fase, o que não é verdade, pois não escolho em qual grupo ficar. O mesmo vale para a próxima fase. Se quiser ganhar a medalha de ouro, o Brasil não pode escolher adversários."

O pensamento é o mesmo da equipe. "Nem sei como está a pontuação no grupo B", confessou a ponta Eduarda. "Já fizemos isso uma vez (escolher adversário), no Mundial, e nos demos mal. Agora, o importante é só pensar em somar pontos."

PARTICIPE

Quer saber tudo dos Jogos Olímpicos do Rio? Adicione o número (11) 99371-2832 aos seus contatos, mande um WhatsApp para nós e passe a receber as principais notícias e informações sobre o maior evento esportivo do mundo através do aplicativo. Faça parte do time "Estadão Rio-2016" e convide seus amigos para participar também!

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.