Divulgação/Confederação Brasileira de Esgrima
Divulgação/Confederação Brasileira de Esgrima

Brasileiros disputam Pré-Olímpico de esgrima buscando últimas vagas em Tóquio

Quatro representantes do País estão na Costa Rica para tentar garantir vaga na Olimpíada deste ano

Redação, Estadão Conteúdo

30 de abril de 2021 | 15h29

O Brasil terá quatro representantes no Pré-Olímpico das Américas de esgrima, que acontece neste fim de semana em San José, na Costa Rica. Athos Schwantes, Bia Bulcão e Bruno Pekelman competem neste sábado, enquanto que Karina Trois será a brasileira em ação no domingo. A expectativa é grande: a competição garante as últimas vagas nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e, por isso, será preciso manter o foco e fazer valer toda a preparação física e técnica trabalhada nos treinamentos.

O desafio não será fácil, já que somente o campeão de cada modalidade vai garantir o seu lugar nos Jogos Olímpicos. Depois de um 2020 sem disputas internacionais em razão da pandemia do novo coronavírus, porém, os brasileiros voltaram a se preparar em alto nível e chegam confiantes para seus confrontos.

O espadista Athos Schwantes acredita que a sua experiência será um diferencial. O atleta esteve em preparação intensa na Europa desde janeiro e chega focado para a disputa. "Estou muito otimista, empolgado e confiante. Sei que a minha força mental nunca esteve tão forte. E vou aproveitar a minha vantagem de já ter jogado dois Pré-Olímpicos para me impor em cima dos meus adversários. A vontade nunca esteve tão grande", afirmou.

Bia Bulcão entra em ação logo em seguida. A brasileira é a terceira melhor ranqueada na competição, em 81.º lugar no ranking olímpico da Federação Internacional de Esgrima (FIE, na sigla em francês). À sua frente estão somente a mexicana Nataly Michel (74.º) e a chilena Katina Proestakis (78.º). Depois de participar do Grand Prix de Florete, em Doha, no Catar, a atleta retomou o ritmo e quer jogar em sua melhor performance.

"Minha principal adversária sou eu mesma. Se eu conseguir jogar no nível técnico que eu posso, vou ficar bem satisfeita. Independente se o resultado vai vir ou não, o fato de eu saber que eu dei o meu melhor e que eu fui lá e fiz minha melhor performance é o que vai me deixar contente", disse Bia, que vê a vaga olímpica como um resultado do seu desempenho. "Para conquistar a vaga, eu tenho que concentrar em mim. A vaga é uma consequência, eu tenho que chegar lá e jogar esgrima, fazer o que eu tenho que fazer e é isso aí. Não tem segredo", finalizou.

O terceiro brasileiro a jogar neste sábado será Bruno Pekelman, que também passou por um período de intercâmbio esportivo. O atleta treinou durante quatro semanas na Geórgia com intensidade e qualidade técnica, depois de disputar a Copa do Mundo de Sabre. Será a primeira chance de Bruno jogar uma Olimpíada, com apenas 20 anos, sendo o mais jovem dos quatro esgrimistas do país na disputa.

Karina Trois joga neste domingo. Determinada em busca da vaga, a atleta do sabre quer disputar a sua primeira Olimpíada. Para isso, segundo ela, o controle mental será fundamental. "Tenho que manter o psicológico bem, porque a parte física e técnica eu já tenho de sobra. Agora, é me manter com a cabeça tranquila para conseguir extrair o melhor do meu jogo", destacou.

O Brasil já tem dois esgrimistas garantidos em Tóquio-2020, através do ranking olímpico: Guilherme Toldo (florete masculino) e Nathalie Moellhausen (espada feminino).

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