Buenos Aires se diz pronta para revezamento da tocha

Maradona não vai participar do evento e manifestantes prometem paz em protestos pela capital argentina

EFE

11 de abril de 2008 | 13h01

Buenos Aires já finalizou os preparativos para a passagem da tocha olímpica pela cidade, que ocorrerá na tarde desta sexta-feira, em meio a um fortíssimo esquema de segurança e a ameaças de chuvas e protestos de grupos pró-Tibete. Com a ausência confirmada do ex-jogador Diego Maradona, que havia sido sondado pelos organizadores para transportar a chama olímpica na primeira etapa do percurso, a cerimônia começará por volta das 14h (de Brasília), e terá cerca de três horas de duração. Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos OlímpicosEsta será a primeira vez na história que a tocha passará pela Argentina, o único país latino-americano em seu caminho rumo aos Jogos Olímpicos de Pequim, que serão realizados em agosto. No total, 80 pessoas foram escolhidas para levar a tocha em um percurso de quase 14 quilômetros, que irá do bairro de Puerto Madero, às margens do Rio da Prata, até o Clube Hípico Argentino, situado na zona norte da capital. Antes da largada, o dançarino clássico Iñaki Urlezaga fará um espetáculo de dança, enquanto para o encerramento está programado um concerto dos cantores Soledad e Luciano Pereyra. Cada uma das personalidades levará a tocha a pé por um percurso de cerca de 200 metros, segundo explicaram os organizadores. O primeiro a carregá-la será Carlos Espínola, três vezes medalhista olímpico na vela. O fogo olímpico também passará pelas mãos da capitã da seleção argentina de hóquei Magdalena Aicega, prata em Sydney 2000; do ex-jogador Gabriel Batistuta e do jogador da seleção de rugby Manuel Contepomi. Na parte final do percurso, a tocha será carregada pela ex-tenista Gabriela Sabatini, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Apesar de representantes argentinos de movimentos internacionais contrários ao Governo de Pequim terem dito que não têm a intenção de apagar a chama nem causar distúrbios, os organizadores montaram um grande esquema de segurança. A operação prevê a participação de 1.200 policiais, 1.500 agentes da Prefeitura e cerca de 3 mil voluntários. As ruas pelas quais passará a tocha terão o tráfego interrompido por 10 minutos, e voltarão a ser abertas para o trânsito tão logo passe a multidão. Para o dia está prevista uma manifestação de protesto que foi convocada por militantes chineses dissidentes que vivem em Buenos Aires. Os ativistas marcharão até a Praça de Maio, em frente à sede do Governo argentino. "O protesto será feito uma hora antes, e de forma pacífica. Não queremos enfrentamentos", garantiu Liwei Fu, uma das principais líderes dos manifestantes em Buenos Aires. 

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