Busca por perfeição foi fundamental, conta Falavigna

Segunda a brasileira medalha de bronze, competições internacionais e planejamento ajudaram muito

Marcelo Teixeira, REUTERS

23 de agosto de 2008 | 11h22

A paranaense Natália Falavigna conquistou a primeira medalha olímpica do tae kwon do brasileiro, um feito que ela espera que dê o impulso que falta para a consolidação do esporte no País.     Veja também:  Natália é a primeira medalhista olímpica do Brasil no tae kwon doConheça a trajetória de Natália Falavigna no esporte Natália bateu na disputa do bronze a sueca Karolina Kedzierska, por 5 a 2, e dessa vez não deixou escapar a medalha, que por pouco não veio em Atenas-2004, quando ficou em quarto. "Essa é uma medalha que vem de muito treinamento, de muito trabalho", afirmou a atleta após a luta final no ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim. "Nós montamos uma estrutura de primeiro nível em Londrina [no Paraná], tenho uma equipe excelente. A gente foi ver o que os outros que são campeões lá fora fazem. E procuramos fazer igual", acrescentou a atleta, que campeã mundial em Madri-2005 e vice-campeã nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio.   MELHOR APOIO A medalha de ouro em Pequim ficou com a mexicana María del Rosario Espinoza, campeã no Pan-2007, que venceu na decisão olímpica a norueguesa Nina Solheim, algoz da brasileira na semifinal. O outro bronze ficou com a britânica Sarah Stevenson. Natália e seu técnico, Fernando Silva, afirmaram que o apoio complementar que receberam principalmente neste ano possibilitou que ela viajasse para várias competições e conhecesse rivais que acabou enfrentando na Olimpíada. "A australiana, por exemplo, nós lutamos com ela em fevereiro, aqui mesmo na China, e perdemos. Mas estudamos e vimos o que tinha que fazer. Depois, na Alemanha, ela [Natália] ganhou e hoje [sábado] ganhou de novo", disse Silva. A luta contra a australiana Carmen Marton foi nas quartas-de-final, vencida por 5 a 2 pelas brasileira. OURO EM LONDRES-2012Falavigna por pouco não foi mais longe no torneio olímpico. Na semifinal, contra Solheim, ela empatou a luta em 2 a 2 depois dos três rounds de 2 minutos cada. Então as duas foram para o tempo extra, também de 2 minutos, onde qualquer ponto definiria quem iria para a disputa do ouro, mas o empate persistiu. E a decisão foi para os juízes, que deram a vitória à norueguesa. "Eu não consegui encaixar os golpes. No final ela chutou um pouco mais e os juízes deram a vitória para quem foi mais ao ataque", disse Natalia, que não contestou a decisão. "Mas depois eu fui com muita força para não deixar escapar o bronze. Pensei que tinha que ser melhor que Atenas. No final estava todo mundo meio arrebentado, foi na superação", disse ela. "E na próxima vez quero melhorar de novo", afirmou, já pensando em Londres-2012. A conquista de Natalia incrementou o desempenho feminino do Brasil nos Jogos de Pequim. As mulheres, que nunca haviam levado medalhas em categorias individuais, já receberam três nesta Olimpíada, somando a deste sábado com o bronze de Ketleyn Quadros (judô) e o ouro de Maurren Maggi (salto em distância).  

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