Bush diz que não vai usar Olimpíada para criticar China

Presidente dos Estados Unidos não quer entrar em questões políticas com a China de forma pública

Paul Majendie, REUTERS

14 de fevereiro de 2008 | 18h56

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que irá à China para a Olimpíada, mas não falará publicamente sobre as políticas de Pequim, já que ele cobra o colega chinês em caráter privado para fazer mais e aliviar o sofrimento em Darfur. Bush disse que a decisão do diretor de cinema norte-americano Steven Spielberg de desistir do seu papel na Olimpíada de Pequim por causa das políticas da China no Sudão foi pessoal. "É ele quem decide. Eu vou para a Olimpíada, eu vejo a Olimpíada como um grande evento esportivo", disse Bush, falando à BBC World News America antes de voar para a África. Ele afirmou em reuniões com o presidente chinês Hu Jintao que "ele pode fazer mais para aliviar o sofrimento em Darfur". "Existem muitas questões que eu suspeito que as pessoas vão comentar durante a Olimpíada - o pessoal do Dalai Lama, você tem o pessoal do aquecimento global, você tem Darfur." "Eu não vou usar a Olimpíada como uma oportunidade para expressar minhas opiniões para o povo chinês de forma pública porque eu faço isso com todo o tempo com o presidente", acrescentou. Spielberg afirmou que a sua consciência não permitiria a ele continuar trabalhando como assessor artístico para os Jogos de Pequim e prometeu gastar seu tempo e energia não nas cerimônias olímpicas, mas sim na tentativa de acabar com os "crimes contra a humanidade" em Darfur.

Tudo o que sabemos sobre:
Pequim 2008George W. Bush

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.