Bush pede diálogo entre governo chinês e Dalai Lama

Segundo presidente norte-americano, 'chineses descobririam que o Dalai Lama é uma boa pessoa'

EFE

12 de abril de 2008 | 15h21

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou neste sábado seu pedido ao Governo de Pequim para que dialogue com o dalai lama, líder espiritual tibetano, sobre a situação no Tibete.   Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos   Em declarações feitas após uma reunião com o primeiro-ministro de Cingapura, Goh Chok Tong, Bush afirmou que o Governo chinês mostraria "boa disposição" se iniciasse um diálogo com os representantes do Dalai Lama.   "A China descobriria que o Dalai Lama é uma boa pessoa, um homem pacífico, contra a violência, que não defende a independência, mas que se mantenha a identidade cultural dos tibetanos", explicou o presidente americano.   A repressão violenta das manifestações a favor da independência no Tibete foi um dos assuntos discutidos entre Bush e Goh, além da situação em Mianmar.   A violência no Tibete ameaça a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, cuja abertura está marcada para o dia 8 de agosto.   Os líderes tibetanos no exílio asseguram que cerca de 150 pessoas morreram nos distúrbios, enquanto a China garante que atuou com moderação e atribui as 20 mortes que reconhece a "arruaceiros" tibetanos. O temor de novos distúrbios na cidade americana de San Francisco, por onde a tocha olímpica passa hoje, obrigou uma intensificação das medidas de segurança e a redução do itinerário.   Milhares de manifestantes contra a política chinesa no Tibete e em Darfur assistem ao evento em meio a muitos outros com bandeiras chinesas.

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