Bush pede que Pequim dialogue com o Tibete por crise

Presidente norte-americano defende o dalai lama e a independência cultural do local, em viagem

09 de abril de 2008 | 19h19

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou nesta quarta-feira seu pedido ao Governo de Pequim para que dialogue com o dalai lama, líder espiritual tibetano, sobre a situação no Tibete. Em declarações feitas após uma reunião com o primeiro-ministro de Cingapura, Goh Chok Tong, Bush afirmou que o Governo chinês mostraria "boa disposição" se iniciasse um diálogo com os representantes do dalai lama. Veja também: Protestos mudam rota da tocha em São Francisco Tocha: polícia e manifestantes em conflito em São Francisco Governo inglês confirma que Brown não irá à abertura da Olimpíada Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo"A China descobriria que o Dalai Lama é uma boa pessoa, um homem pacífico, contra a violência, que não defende a independência, mas que se mantenha a identidade cultural dos tibetanos", explicou o presidente americano. A repressão violenta das manifestações a favor da independência no Tibete foi um dos assuntos discutidos entre Bush e Goh, além da situação em Mianmar. A violência no Tibete ameaça a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, cuja abertura está marcada para o dia 8 de agosto. Os líderes tibetanos no exílio asseguram que cerca de 150 pessoas morreram nos distúrbios, enquanto a China garante que atuou com moderação e atribui as 20 mortes que reconhece a "arruaceiros" tibetanos. O temor de novos distúrbios na cidade americana de São Francisco, por onde a tocha olímpica passa nesta quarta, obrigou uma intensificação das medidas de segurança e a redução do itinerário. Milhares de manifestantes contra a política chinesa no Tibete e em Darfur assistem ao evento em meio a muitos outros com bandeiras chinesas. 

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