Ale Cabral/Agência O Dia
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Caixa investe em esporte há quatro décadas

Banco tem tradição no investimento em esportes olímpicos

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2016 | 17h33

A relação da Caixa com o futebol é recente, mas com o esporte é antiga. Desde a década de 70 o banco investe em esportes amadores e olímpicos. Atualmente, está ligada ao atletismo, ginástica, lutas e ciclismo, além de 13 modalidades paralímpicas. Voltou-se para o futebol por não ter o retorno esperado em exposição da marca com as iniciativas tradicionais, mas manteve o investimento nelas.

"A Caixa tem responsabilidade com o desenvolvimento do esporte do Brasil, por isso que patrocina os esportes olímpicos e paralímpicos", diz o superintendente nacional de promoções e eventos da instituição, Gerson Bordignon. Este ano de Jogos no Rio o banco destinará R$ 40 milhões aos esportes olímpicos e R$ 32 milhões aos paralímpicos. "O maior contrato no mundo no esporte paralímpico é o da Caixa", assegura o superintendente.

Idel Halfen, executivo que já integrou a diretoria de marketing do Fluminense, considera que a Caixa tem de estar sempre voltada para o esporte olímpico, sobretudo em iniciação esportiva. Por isso, ele faz críticas à gana com que o banco ataca o futebol hoje.

Para ele, o mais indicado seria a instituição deixar o futebol para a iniciativa privada, porque sua atuação pode vir a trazer prejuízos para esse esporte.

"Eu acho que eles não deveriam colocar dinheiro público não por ser o futebol, mas, pensando a longo prazo, no que isso poderia trazer para o futebol", pondera. "Eles acabam investindo em muitos clubes que recebem uma cota maior da televisão. Você recebendo mais da televisão e ainda recebendo mais de uma empresa que está comprando mídia, faz o campeonato ser desequilibrado. Aí a tendência é que haja menos audiência e menos gente nos estádios."

Halfen, aliás, não vê a forma como a Caixa atua como relação de patrocínio. "Eles estão é comprando mídia, como tem sido a grande maioria dos acordos que ocorrem no futebol brasileiro. Patrocínio envolve a associação de uma marca com outra, e o ideal seria no longo prazo", afirma. "Aqui, pensa-se simplesmente em expor a marca e a colocar na camisa de um time."

Na opinião de Halfen, as queixas da Caixa de que o retorno nos esportes olímpicos não é o esperado é fruto do imediatismo. "Não tem retorno porque não pensam em longo prazo. Se pensar um pouco mais adiante, no esporte como agente de formação, de educação, estaria formando mais pessoas e, indiretamente, a Caixa estará ganhando", considera.

O Banco do Brasil é outra instituição pública que investe em esportes. A relação começou em 1991, com o vôlei. Atualmente, também atua em modalidades como vôlei de praia, automobilismo, judô e iatismo, entre outras. Em 2014, aportou cerca de R$ 100 milhões.

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