Caminho da tocha pode ser mudado após terremoto na China

Presidente do Comitê Organizador dos Jogos diz que instalações olímpicas não foram afetadas pelo tremor

ANSA

12 de maio de 2008 | 11h40

Após o forte terremoto ocorrido nesta segunda-feira, 12, no oeste da China, a passagem da tocha olímpica pela região de Sichuan, atingida pelo abalo, poderá ser cancelada. Segundo o porta-voz do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog), as instalações para os Jogos não foram afetadas pelo tremor. "São [instalações] anti-sísmicas e não foi constatado nenhum dano", disse Sun Weide, diretor adjunto do Departamento de Comunicação e Imprensa para os Jogos Olímpicos. Nenhuma das 31 instalações olímpicas em Pequim foi danificada pelo terremoto, e as outras seis cidades do país que irão receber os jogos em agosto também não sofreram danos nas instalações, afirmou Weide. Segundo Li Juilin, engenheiro-chefe de projeto do Estádio Olímpico "Ninho de Pássaro", o lugar pode resistir a um terremoto de até 8 graus de magnitude. O programa do Bocog prevê agora, que a tocha passe no dia 13 de junho por Changping (uma das quatro grandes cidades da China) e que depois seja levada por seis cidades, entre as quais a capital da região, Chengdu. Em seguida a tocha deverá chegar na região do Tibete, passando pela cidade de Shannan, antes de chegar a Lhasa, onde em março teve início uma série de protestos. 

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