Lívia Mendonça/Divulgação
Lívia Mendonça/Divulgação

Campeã do vôlei de praia vê duplas brasileiras como maiores obstáculos em Tóquio

Alemã Laura Ludwig está de volta ao Rio, onde conquistou o ouro em 2016

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2021 | 16h46

Campeã olímpica no vôlei de praia, a alemã Laura Ludwig está de volta ao Rio de Janeiro, onde conquistou sua medalha de ouro em 2016, para participar de um evento neste domingo, 31, às 10h, aos pés do Pão de Açúcar, na Urca. "O Rio é sempre uma delícia. O povo brasileiro e a cidade sempre nos dando vibrações positivas e eu adoro essa mentalidade. É uma vida tranquila e amorosa", elogia a atleta, que tem como dupla Maggie Kozuch - nos Jogos do Rio, ela foi campeã na parceria com Kira Walkenhorst, que se aposentou devido às lesões.

Desde que a pandemia de covid-19 começou, as competições de vôlei de praia diminuíram e esta é a primeira vez que Ludwig vai atuar fora da Europa. Ela topou participar do Campeãs da Areia, que foi adiado em 2020 por causa do coronavírus, mas garante que nem sempre se sente confortável em sair de sua casa. "Eu sempre penso se é certo ir para tão longe, pois é um período que parece que não temos nada sob controle. Meu filho ficou em casa com meus pais, ele adora estar com eles e se diverte, mas eu mentiria se dissesse que não tenho medo de que algo aconteça sobre o qual não tenho o controle", conta.

Para minimizar qualquer risco de contágio, o evento não terá a participação de público - haverá transmissão da TV Globo. "O evento será 100% voltado para a televisão. A operação contará com equipe mais reduzida possível e focará no conteúdo produzido, fazendo com que ele chegue à casa dos espectadores e fãs da modalidade com a máxima qualidade. A equipe seguirá rigorosos protocolos, que vão desde o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social, até exames realizados nos dias que precedem o evento", explica Marcelo Hargreaves, COO da Effect Sport, produtora do evento.

O Campeãs da Areia será disputado por dois quartetos, um nacional e outro estrangeiro. Pelo Brasil estarão Agatha e Duda e Ana Patricia e Rebecca, principais duplas nacionais da modalidade. Do outro lado estarão Laura Ludwig e sua parceira Maggie Kozuch e a dupla olímpica do Canadá Heather Bansley e Brandie Wilkerson. Para Ludwig, será um momento especial. "Estar no Rio torna nosso trabalho realmente mais fácil. Nós temos condições perfeitas para praticar a modalidade aqui", diz.

Claro que é um evento mais festivo que competitivo, mas obviamente os dois lados já projetam duelos importantes nos Jogos de Tóquio. Para Ludwig, é muito difícil falar agora sobre um possível bicampeonato olímpico. "Essa é uma pergunta complicada, pois existem tantas duplas boas na atualidade. Eu estou muito confiante que nós vamos encontrar nosso melhor jogo e ter uma boa atuação. A Olimpíada é sempre especial", comenta a atleta.

Ela sabe que para chegar novamente ao ouro, tem grandes chances de cruzar com as brasileiras em seu caminho - nos Jogos do Rio, foi campeã ao vencer na final a dupla formada por Ágatha e Bárbara Seixas. "As duplas brasileiras são muito fortes. A Ágatha é a única que tem experiência nos Jogos e como eu costumo dizer, a Olimpíada é sempre especial. É muito mais sobre a mente do que sobre suas habilidades. Então ela sabe como lidar muito bem com essa pressão", elogia.

Por tudo isso, Laura Ludwig sabe que conquistar outro ouro não será fácil, mas aprovou a decisão de terem adiado os Jogos de Tóquio para 2021. "Definitivamente a decisão foi acertada, pois é complicado fazer qualquer plano agora. Uma atleta normalmente sempre tem um planejamento de periodização, mas agora nós vamos vivendo um dia de cada vez", explica.

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