Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Campeão mundial dos 100m, Coleman tem pena reduzida, mas continua fora da Olimpíada

Americano foi suspenso pela Unidade de Integridade do Atletismo por dois anos a partir de maio de 2020 por não cumprir três de suas obrigações de localização para exames antidoping

Redação, Estadão Conteúdo

16 de abril de 2021 | 10h45

A suspensão por doping do velocista americano Christian Coleman, campeão mundial dos 100 metros em 2019, foi reduzida nesta sexta-feira a 18 meses pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês) após apelação apresentada à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), que divulgou a decisão em um comunicado oficial após julgamento em Lausanne, na Suíça.

Christian Coleman, de 25 anos, foi suspenso pela AIU por dois anos a partir de 14 de maio de 2020 por não cumprir três de suas obrigações de localização para exames antidoping em 2019. Agora o velocista só poderá voltar a competir em 14 de novembro de 2021, mesmo assim não terá como participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que serão de 23 de julho a 8 de agosto deste ano.

No comunicado oficial, a CAS, instância máxima responsável pela Justiça Esportiva, explica que, embora Christian Coleman tenha violado o artigo 2.4 do regulamento antidoping e apesar do fato de que deveria ter sido mais vigilante, seu grau de negligência "foi menos grave" do que o estabelecido a princípio.

O painel da CAS considera que se o responsável pelo controle tivesse ligado para Christian Coleman ao chegar em sua casa, ele poderia retornar a tempo e poderia ter sido submetido ao teste antidoping, de acordo com o comunicado oficial do tribunal. Em sua defesa, Christian Coleman afirma que foi comprar presentes da Natal na data de dezembro de 2019 e que voltou para casa dentro da janela de uma hora determinada para o teste. Mas os agentes que foram à casa dele afirmam que ficaram todo o período na porta e que o atleta não apareceu.

A defesa de Christian Coleman argumentou que ele poderia ter recebido um telefonema alertando para que voltasse rapidamente ao local e a CAS admitiu que isso poderia ter sido feito, apesar de não ser uma obrigação dos agentes. Campeão mundial dos 100 metros em Doha, no Catar, em 2019, com o tempo de 9s76, Christian Coleman era favorito ao ouro na prova mais rápida do atletismo. Em comunicado oficial divulgado pela assessoria de imprensa do velocista, ele lamenta a decisão e diz focar na próxima temporada.

"Embora eu aprecie que os juízes tenham corretamente considerado que sou um atleta limpo, obviamente estou decepcionado por perder a Olimpíada. Estou ansioso para representar os Estados Unidos nos Mundiais em 2022, especialmente no Mundial nos EUA, onde planejo defender meu título contra o novo campeão olímpico dos 100 metros", disse o velocista, referindo-se à competição em Eugene, no Estado do Oregon.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.