Washington Alves/COB
Washington Alves/COB

Canoísta Pepê sente 'gosto dourado' em 6º lugar: 'Não poderia estar mais feliz'

Brasileiro obteve o melhor resultado da história do país na modalidade em Jogos Olímpicos

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

10 de agosto de 2016 | 16h50

Pedro Gonçalves, o Pepê, já tem um sorriso natural. Nesta quarta-feira, ao sair da água após terminar em sexto a prova de caiaque de uma pessoa (K1) na canoagem slalom, em Deodoro, ele não poderia estar mais feliz. A medalha não veio, mas o resultado colocou um brasileiro pela primeira vez entre os 10 melhores do mundo em uma disputa olímpica no slalom.

"Se a gente está na final é porque merecia, poderia buscar medalha. Todos tinham condições de brigar. Pedi a Deus para fazer meu melhor, desfrutar cada energia que o público me proporciona e ser feliz. Foi isso que aconteceu. Não poderia sair mais feliz. A medalha podia ter saído, mas no caiaque são milésimos que interferem nos resultados. Estou muito feliz mesmo", contou.

Pepê foi o primeiro a fazer sua descida na final e cravou um bom tempo: 91s54. A expectativa era que as medalhas saíssem na casa de 88s e 89s, mas o clima chuvoso em Deodoro jogava a favor do brasileiro. Rajadas de vento mais forte nas descidas dos concorrentes poderiam fazê-lo medalhista.

Os quatro que vieram na sequência fizeram tempos piores, mas aí começaram a competir os melhores da modalidade, como o britânico Joseph Clarke (ouro), o esloveno Peter Kauzer (prata) e o checo Jiri Prskavec (bronze). Pepê foi sendo ultrapassado até terminar em sexto, a 3s01 do primeiro colocado e 2s55 do bronze. Os cinco primeiros foram separados por menos de um segundo.

"Não foi fácil para o coração, viu? Hoje deu para perceber que não tenho nenhuma doença cardíaca. Fui o primeiro, fiz um tempo muito bom. Cada um que passava e não batia meu tempo, a torcida vibrava, eu comemorava por dentro, não comemorava porque é antiético, mas por dentro tinha a esperança."

Para Pepê, ainda que a medalha não tenha saído o sexto lugar já é histórico e tem um "gostinho dourado". "Já tinha sido vice do Pan de Toronto. Estou feliz de estar na final olímpica, entre os melhores, tornar meu esporte mais conhecido e reconhecido dentro do Brasil. É o dia mais feliz da minha vida."

As competições de canoagem slalom prosseguem na quinta-feira, com semifinais e finais do C2, que o Brasil tem a dupla Anderson Oliveira e Charles Corrêa, conterrâneos de Pepê - todos são de Piraju (SP). Ana Sátila foi eliminada e não participa do restante da competição do K1 feminino.

 

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