Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

‘Carnaval é gandaia, Olimpíada é mais família’, dizem donos de sex shops

Comerciantes citam baixo movimento nos Jogos Olímpicos

Monica Manir, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 05h00

“Carnaval é gandaia, Olimpíada é mais família.” Assim Ana Cristina Ribeiro justifica o baixo movimento do House Sex Shop, que ela administra há 28 anos em Copacabana. Nestes dias de Jogos, em contraposição ao Carnaval, nenhum turista adentrou sua loja, nem por curiosidade. Tanto que, pra chamar atenção, ela misturou a géis e lingeries uns souvenirs do Cristo Redentor. “Foi assim na Copa também, esse povo ou vai pro bar falar de jogo ou fica na frente da TV com a família o dia inteiro.”

O mesmo vazio sentiu Vladimir Pereira, que representa o Sex Shop Tentação há 30 anos. “Falta divulgação boca a boca”, afirma. Outra estratégica de marketing, na visão dele, seria anunciar o estabelecimento no rádio ou na TV, “desde que não seja na do bispo”.

Victor Batista e Flavia Rodrigues, do Sex Desejo, acham que a Olimpíada até atrapalhou seu trabalho, por causa dos feriados na semana passada. O grosso do negócio são os pedidos online, feitos normalmente durante o expediente comercial da clientela. No kit não há nenhum produto inspirado ou com o logo da Olimpíada. “Ainda temos conjuntos de shortinho e bustiê encalhados da Copa”, lembra Victor, que adoraria acreditar no cenário dos 9 milhões de camisinhas.

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