Behrouz Mehri / AFP
Behrouz Mehri / AFP

Cavalo é sacrificado após lesão em apresentação do hipismo dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Animal suíço montado pelo cavaleiro Robin Godel sofreu lesão irreversível durante o Concurso Completo de Equitação

Redação, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2021 | 10h18

O cavalo Jet Set, montaria do suíço Robin Godel, foi sacrificado após sofrer uma lesão irreversível em uma prova do Concurso Completo de Equitação (CCE) nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, neste domingo, 1. O animal de 14 anos sofreu lesão na perna direita no último obstáculo aquático da prova.

O animal recebeu atendimento veterinário e foi levado de ambulância para uma clínica no local. A lesão foi a ruptura de ligamento, perto do casco do membro inferior direito. Jet Set ficou manco. O proprietário do animal e o cavaleiro decidiram sacrificá-lo.

"É com grande tristeza que anunciamos que o cavalo suíço Jet Set, montado por Robin Godel, teve de ser sacrificado depois de ficar extremamente manco no Sea Forest Cross Country Course", confirmou a Federação Internacional de Hipismo, que afirma que todos os protocolos foram seguidos. 

O cavaleiro lamentou o sacrifício de seu companheiro de competições e afirmou que vai se afastar das redes sociais em função da perda do animal. “Em um galope a poucos saltos da chegada, a lesão nos obrigou a deixá-lo ir. Jet era um cavalo extraordinário e mais uma vez estava fazendo uma volta magnífica. Ele partiu para fazer o que mais gosta: galopar e voar sobre os obstáculos”, postou Godel nas redes sociais.

Questão delicada

O sacrifício de animais (ou eutanásia) é uma questão delicada no mundo todo. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, órgão que regulamenta o turfe, as corridas de cavalo, vai obrigar os jóqueis clubes a registrar os casos de mortes e doenças dos seus cavalos. 

Para minimizar o problema, entidades formadas por médicos veterinários procuram conscientizar os tratadores e proprietários, mostrando que os animais lesionados podem ter uma sobrevida em outras atividades, como equitação ou equoterapia. Além disso, essas entidades trabalham pela doação responsável dos cavalos contundidos e evitam abandono, negligência e maus tratos. 

 

Existem casos em que a eutanásia é justificável. As fraturas, por exemplo, são casos complexos. O animal não entende que não pode apoiar o membro no chão. Além disso, a imobilização tem de levar em conta que os cavalos pesam até 400 kg. 

O trabalho das entidades está baseado no bem-estar animal, nova área do conhecimento que estuda a qualidade de vida dos animais de maneira abrangente, do ponto de vista físico, emocional e psicológico. É uma área ligada à medicina preventiva com uma premissa simples: em condições de bem-estar, os animais desenvolvem melhor suas atividades.

 

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