Salvatore Di Nolfi|EFE
Salvatore Di Nolfi|EFE

Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos vai falar do povo brasileiro

Evento pretende mostrar formação da sociedade brasileira

Jamil Chade, correspondente em Lausanne, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2016 | 07h00

Quando as pessoas ao redor do mundo ligarem as tevês para acompanharem a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em 5 de agosto, assistirão à história do povo brasileiro. Esse foi o tema escolhido pelos organizadores, que, ao contrário do que foi feito em Londres-2012 ou Pequim-2008, evitaram usar a cerimônia para destacar o país e vão focar na formação da sociedade.

Traçando as origens indígenas, a chegada de europeus, dos escravos africanos e mesmo de libaneses e asiáticos, a cerimônia tentará mostrar que foi no Brasil, de uma certa forma, que o mundo se encontrou. Com criatividade, mas sem a pompa chinesa ou a tecnologia dos ingleses, o evento ainda mandará uma outra mensagem: a de que a imigração é positiva.

O Estado apurou que o tema foi recebido com entusiasmo pela ONU que, nos últimos meses, tem feito uma ampla campanha contra movimentos de extrema direita e xenófobos, com governos fechando fronteiras e a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

Num momento em que partidos políticos e candidatos como Donald Trump nos EUA ganham terreno com propostas de erguer muros, a ONU e o COI estimam que a mensagem que o Brasil passará ao mundo será “poderosa”.

Não por acaso, a chama olímpica passou pela sede da ONU depois de ser acesa na Grécia, num evento que contou até mesmo com o secretário-geral da entidade, Ban Ki Moon. “Queremos mandar uma mensagem de esperança ao mundo. O esporte construí pontes e não cria muros. O que compartilhamos é maior do que o que nos divide”, disse o presidente do COI, Thomas Bach.

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