Chances de medalhas do time feminino nos Jogos de Tóquio são grandes

Até o momento, delegação do Brasil já tem 80 atletas garantidas

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 09h30

Caro leitor,

Em nossa viagem rumo ao Japão, chegou a hora de falar do esporte feminino. A Olimpíada de Tóquio pode ficar marcada como aquela em que o número de mulheres da delegação brasileira, pela primeira vez na história, foi superior ao de homens. Até o momento, o grupo nacional tem 80 mulheres garantidas e 65 homens. A questão, no entanto, não é apenas numérica. Do ponto de vista "qualitativo", as chances de medalhas por parte do time feminino são grandes.

Nesse contexto, é preciso destacar como os esportes coletivos ajudaram a dar o salto de vagas para as mulheres, com maior visibilidade para vôlei, futebol e handebol. No handebol, inclusive, Duda Amorim, eleita melhor jogadora da Europa, está confiante com a possibilidade de o Brasil conquistar uma medalha olímpica, a única que falta em sua carreira. Outra modalidade na qual o Brasil vem forte entre as mulheres é o vôlei de praia.

Até agora, a delegação mais feminina da história do Time Brasil porcentualmente foi nos Jogos de Atenas, em 2004. Na Grécia, o País enviou 122 mulheres (49%) e 125 homens (51%). O maior contingente absoluto foi nos Jogos do Rio, em 2016, com 209 mulheres para 256 homens.

Para os Jogos de Tóquio, que serão disputados de 24 de julho a 9 de agosto, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) pretende classificar a maior delegação de sua história para um evento fora do País, com 300 atletas. Já estão garantidas 152 vagas.

Você já leu aqui no Estadão que esse número ainda pode aumentar nos próximos meses. A seleção brasileira de ginástica rítmica, por exemplo, luta para garantir vaga. No Campeonato Mundial de Baku, disputado em setembro, o País terminou na 13.ª posição – só os cinco mais bem colocados se classificaram. Agora, a meta será buscar a vaga no Campeonato Pan-Americano, que será realizado nos Estados Unidos, em maio. Brasileiras, americanas e mexicanas deverão protagonizar a briga pela última vaga olímpica.

Antes, será a vez das mulheres do basquete, que encaram um quadrangular de 6 a 9 de fevereiro em Bourges, na França. São três vagas para as anfitriãs, Austrália, Porto Rico e Brasil. Assim, as chances são grandes de carimbar o passaporte.

Por outro lado, ter presença garantida com antecedência para uma competição importante como os Jogos Olímpicos está sendo tratado como um diferencial para a nadadora Ana Marcela Cunha, tetracampeã mundial da maratona aquática. No Japão, ela busca a inédita medalha olímpica.

Ana Sátila, da canoagem slalom, é outra brasileira que já está garantida em Tóquio. Aos 23 anos, ela vai para sua terceira edição da Olimpíada e sonha com um lugar no pódio./ COM PAULO FAVERO

Raphael Ramos

Raphael Ramos

Chefe de reportagem

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