Maxim Shipenkov/EFE
Maxim Shipenkov/EFE

Chefe de laboratório antidoping russo renuncia após acusação

Ministro de Esportes aceitou a demissão de Grigory Rodchenkov

EFE

11 de novembro de 2015 | 14h37

O chefe do laboratório antidoping de Moscou, Grigory Rodchenkov, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, após as acusações da Agência Mundial Antidoping (Wada) de que o centro destruiu os exames positivos dos atletas russos.

"O ministro de Esportes (Vitaly Mutko) aceitou a demissão e em seu lugar foi designada uma das especialistas do laboratório, Mariia Dikunets. O credenciamento do laboratório foi temporariamente suspenso", informou um porta-voz do Ministério ao jornal Sport Express.

Rodchenkov foi acusado no relatório elaborado por comissão independente da Wada de destruir mais de 1,4 mil exames de sangue, dias antes de inspetores dessa agência irem a Moscou para uma operação de análise.

Mutko se defendeu ao garantir que essas provas foram destruídas com o aval da Wada e disse que as amostras de sangue não podem ser guardadas eternamente.

A defesa dos russos serão estudadas pelo conselho executivo da agência mundial antidoping em 17 e 18 de novembro, durante reunião que acontecerá em Colorado Springs, nos Estados Unidos.

Por sua vez, a Federação Russa de Atletismo tem até sexta-feira para apresentar seu relatório perante a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf).

Mutko propôs hoje que a Wada elabore uma "roteiro" para combater o doping entre os atletas russos, que podem ficar sem vaga para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A Rússia teme um retorno aos tempos de quando os Estados Unidos conseguiram que dezenas de países ocidentais boicotassem os Jogos Olímpicos de Moscou em 1980 devido à invasão soviética do Afeganistão.

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