David Goldman/AP
David Goldman/AP

China abre vantagem no quadro de medalhas e Brasil chega à sua 8ª conquista com o tênis feminino

Veja como está a corrida atrás dos pódios na Olimpíada; Time Brasil é 21º colocado entre os 76 já premiados

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2021 | 13h41

A China vem se transformando numa máquina de medalhas, com grande apreço pelas de ouro. Ao todo, o país fechou o dia em Tóquio com 46 pódios. O segundo colocado, só a nível de comparação, é o Japão, com 30 na contagem geral. Quem tem também 46 conquistas é o time dos Estados Unidos, mas com menos campeões. Como todos sabem, as medalhas de ouro dão o peso no quadro de medalhas. Ocupam as primeiras colocações quem subir mais vezes no local mais alto do pódio.

A China lidera essa corrida, pelo segundo dia consecutivo, com 21 vitórias. O Japão soma 17, enquanto que os EUA têm 16. A quarta posição é dos russos, punidos por causa de doping estatal, mas que teve liberação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Wada (Agência Mundial Antidoping) para estar nos Jogos com a bandeira do seu Comitê Olímpico. Há muito desconforto com a presença dos russos na Olimpíada.

O Brasil aumentou sua contagem com o bronze no tênis, com a conquista das tenistas Luisa Stefani Laura Pigossi. Elas faturaram a medalha após vitória contra as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, atuais vice-campeãs de Wimbledon, por 2 sets a 1. Assim, o Time Brasil chega à 8ª medalha: uma de ouro, três de prata e quatro de bronze. Poderia estar com mais. Havia a possibilidade de ganhar no surfe e skate, e algumas mais na natação e judô. O Comitê Olímpico do Brasil projetou 20 conquistas, uma a mais do que foi no Rio, em 2016.

O COB comunicou aos atletas que um lugar no pódio pode render premiação de até R$ 250 mil, dependendo da cor da medalha. O valor recorde é sete vezes superior ao que foi pago na última edição dos Jogos, quando o bônus era de até R$ 35 mil para todos os medalhistas, fosse ouro, prata ou bronze. Atletas campeões olímpicos em modalidades individuais serão premiados em R$ 250 mil. A recompensa pela medalha de prata será de R$ 150 mil e pelo bronze, R$ 100 mil.

Equipes com até seis atletas terão os seguintes valores para dividir: R$ 500 mil (ouro), R$ 300 mil (prata) e R$ 200 mil (bronze). Já os atletas das modalidades coletivas receberão R$ 750 mil (ouro), R$ 450 mil (prata) e R$ 300 mil (bronze), também para serem repartidos. Atletas com medalhas em mais de uma prova acumulam os valores, recebendo por conquista.

O Brasil deu passo importante neste sábado em Tóquio também no futebol masculino, natação dos 50m livre, salto com vara e boxe. Todas essas modalidades têm chances de subir ao pódio.

Há 76 países que já ganharam ao menos uma medalha nos Jogos. O destaque do dia foi o pódio triplo da Jamaica nos 100m rasos feminino. A jamaicana Elaine Thompson-Herah confirmou o título olímpico nos 100 metros conquistado na Rio-2016 ao vencer a prova com direito a recorde olímpico. A atleta, de 29 anos, teve a companhia das compatriotas Shelly-Ann Fraser-Pryce (prata) e Shericka Jackson (bronze) no pódio. Elaine completou a prova em 10s61, superando em um centésimo de segundo o tempo obtido pela americana Florence Griffith Joyner, em Seul-1988. O recorde mundial (10s49), também de Joyner, há 33 anos, permanece em evidência.

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