China condena interrupções em revezamento da tocha olímpica

Ministro Jiang Yu conversou com Celso Amorim e agradeceu apoio do Brasil aos Jogos Olímpicos

Efe,

08 de abril de 2008 | 01h11

A China condenou nesta terça-feira, 8, as "desprezíveis" interrupções no revezamento da tocha olímpica em Londres e Paris, realizados, segundo disse, "pelos separatistas tibetanos".   Veja também:  Protestos em Paris cancelam revezamento Imagens dos problemas no revezamento em Paris Unicef não estará na passagem da tocha pela Coréia do Norte Revezamento da tocha em Paris é suspenso após protestos China censura cobertura da tocha olímpica apagada em Paris China condena ataques à tocha olímpica; COI condena atentado Cobertura completa sobre as Olimpíadas 2008 O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo     "Expressamos nossa forte condenação à interrupção deliberada do revezamento da tocha olímpica por forças separatistas em favor da 'independência do Tibete', ignorando o espírito olímpico e as leis de Reino Unido e França", disse em comunicado a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Jiang Yu.   "Seus atos desprezíveis sujam o nobre espírito olímpico e são um desafio para todas as pessoas do mundo que amam os Jogos Olímpicos", acrescentou a porta-voz.   Ressaltou que a China está convencida de que ninguém pode impedir o espírito olímpico e o conceito de "paz, amizade e progresso" que a tocha olímpica representa.   A passagem da tocha olímpica por Londres e Paris nos dias 6 e 7 ficou ofuscada pelas manifestações contra o regime chinês e, especialmente, em favor do povo tibetano.   Na capital francesa, as autoridades locais confessaram que em uma ocasião a tocha apagou devido a problemas técnicas e que em outras quatro foi extinta para que fosse "resguardada" em um ônibus a pedido de representantes do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim.   Agradecimento ao Brasil   O ministro Yang Jiechi elogiou a posição do Brasil sobre o conflito no Tibete e os Jogos Olímpicos, em uma conversa por telefone com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, segundo informações da imprensa estatal.   Durante a conversa, que aconteceu nesta segunda-feira, Amorim reafirmou que seu país considera que o Tibete é uma parte inalienável da China e se mantém firme em seu apoio à política de uma só China, disse a imprensa local.   Além disso, enviou seu respaldo aos Jogos de Pequim e desejou o sucesso da competição. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) rejeitou o boicote aos Jogos por motivos políticos.   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou esta semana que não assistirá à cerimônia de abertura dos Jogos, mas assinalou que sua decisão não está ligada a razões políticas.

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