China cumpre previsão de gastos para Olimpíada, diz auditor

Segundo Li Jinhua, organizadores conseguiram erguer infra-estrutura com os R$ 3,6 bilhões previstos no projeto

REUTERS

10 de março de 2008 | 13h20

O montante de gastos com as Olimpíadas de Pequim não ultrapassou por enquanto o previsto, afirmou na segunda-feira a principal autoridade da área de supervisão orçamentária da China.   Veja também: Especial: Pequim, as cidades e os locais da Olimpíada 2008 Li Jinhua, auditor-chefe do país, não disse se estava se referindo ao valor de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 3,6 bilhões)  que os organizadores previram gastar com o evento ou aos custos mais amplos de infra-estrutura, tais como reformar estradas, expandir a malha metroviária e construir um novo aeroporto. "Até agora, os projetos olímpicos ficaram dentro do Orçamento", afirmou Li a repórteres durante o encontro anual do Parlamento chinês, um órgão sem autonomia. Os organizadores dos Jogos disseram anteriormente que o evento geraria uma pequena margem de lucro, rompendo com a tradição estabelecida pelos países que sediaram antes as Olimpíadas e que se viram obrigados a ampliar seus Orçamentos a fim de cobrir gastos cada vez maiores. Li, que deve aposentar-se dentro de alguns dias após comandar durante dez anos o Escritório Nacional de Auditoria, ganhou a fama de ser um defensor sem papas na língua do equilíbrio nas contas públicas. Questionado sobre quais mudanças gostaria de ver adotadas no sistema nacional de auditoria, Li respondeu que os funcionários públicos deveriam ser obrigados a divulgar seu patrimônio financeiro. "Essa é uma medida necessária e possível de ser realizada", disse. Segundo Li, ainda há casos de desvio de verbas na construção de estradas, apesar de o controle sobre os gastos ter sido bastante melhorado nos últimos anos. Após auditorias nacionais realizadas pela equipe de Li no ano passado, a China prendeu 28 autoridades acusadas de desviar US$ 6,2 bilhões (cerca de R$ 10,5 bilhões) em verbas públicas, em 2006.

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