China detém dois homens que fizeram falso alerta de bomba

Governo chinês espera por mais falsos alarmes sobre possíveis atentados durante os Jogos Olímpicos de Pequim

EFE

29 de julho de 2008 | 09h29

Duas pessoas foram detidas no leste da China por divulgar rumores de atentados a bomba no país, a apenas dez dias do começo dos Jogos Olímpicos de Pequim, publicou nesta terça-feira a imprensa estatal. Na semana passada duas pessoas morreram em Kunming (sudoeste) e 14 ficaram feridas na explosão de dois ônibus. Já em Xangai e outras cidades do leste do país várias explosões de ônibus e veículos ocorreram nos últimos meses, matando ao todo 23 pessoas, segundo o jornal South China Morning Post. A Polícia ainda investiga a origem de pelo menos cinco mensagens de texto enviadas nos últimos dias a telefones celulares, com ameaças de ataques terroristas, na cidade de Qingdao, subsede olímpica para as provas náuticas. O primeiro detido foi um jovem de 23 anos, chamado Wang Xuewen, preso em Yangzhou (província de Jiangsu, ao norte de Xangai) acusado de "inventar informação terrorista", confirmou o Centro de Informação para os Direitos Humanos e a Democracia, com sede em Hong Kong. Em um chat na internet, Wang afirmou ser o autor das bombas colocadas em um dos ônibus que explodiram na semana passada em Kunming, e disse que uma série de ataques semelhantes começaria em todo o país. O jovem passou uma noite preso. O outro foi Yu Zhengde, um trabalhador da cidade de Fuzhou (província de Fujian, sudeste), que foi detido na segunda-feira por afirmar no sábado que havia uma bomba instalada em um ônibus local, através de uma ligação anônima, a qual tinha feito para se vingar do motorista que o havia atingido com a porta do veículo. Em Xangai, um pintor foi detido e ficará preso por cinco dias por tentar entrar com um tubo de tinta em um ônibus urbano nas proximidades do estádio olímpico, onde serão disputadas 12 partidas do torneio de futebol nos Jogos de Pequim 2008. O detido, de sobrenome Peng, disse não conhecer a lei que proíbe portar substâncias perigosas ou inflamáveis no transporte público. Xangai se uniu às fortes medidas de segurança de Pequim e das demais subsedes olímpicas, e está instalando câmeras nos 1.600 ônibus e 36 trens de metrô que passam perto do estádio, inspecionando bolsas dos passageiros e limitando as obras de construção e o transporte de substâncias perigosas pela cidade.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaterrorismoOlimpíadasPequim 2008

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.