China deve destruir adversários no tênis de mesa

Maior potência mundial na modalidade, chineses não admitirão fracasso dentro de casa

André Rigue, estadão.com.br,

25 de julho de 2008 | 09h46

O tênis de mesa começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos em 1988, na edição de Seul, na Coréia do Sul. Desde então, os chineses dominam a modalidade, com 33 medalhas no total, das quais 16 de ouro. A expectativa nos Jogos de Pequim é que a China leve todas as quatro medalhas douradas - duas por equipes e duas no individual.   Os principais mesa-tenistas chineses são: Liqin Wang, Hao Wang e Lin Ma, no masculino, e Yue Guo, Yining Zhang e Nan Wang, no feminino. Para a China, ser derrotada em casa no tênis de mesa teria um sabor muito amargo. Na luta contra os Estados Unidos pela liderança do quatro de medalhas, os ouros na modalidade são dados como certos pelos chineses.   "O único país que pode causar alguma dor de cabeça à China no masculino é a Coréia do Sul [com os atletas Seung Min Ryu, Sang Eun Oh e Jae Young Yoon]", afirma o técnico da equipe brasileira de tênis de mesa, Lincon Yasuda, em entrevista ao estadao.com.br. "Já no feminino, as melhores atletas são mesmo da China. Não tem como perderem as medalhas."   Nos Jogos de Pequim, os atletas do Brasil dificilmente conseguirão surpreender um chinês. "A gente tem condição para se aproximar das potências no futuro, temos muito talento", afirma Yasuda. "Mas primeiro precisamos crescer a quantidade de jogadores talentosos no Brasil para criar um nível de competitividade interno elevado."   Mesa-tenista mais conhecido no Brasil, Hugo Hoyama também acha difícil o Brasil surpreender os chineses. "Eles têm mais condições, mais apoio, mas investimento", explica o atleta, que em Pequim disputará sua 5.ª edição dos Jogos. "O Brasil vem crescendo, mas enquanto os atletas não se dedicarem exclusivamente à modalidade, ficará difícil de igualar."   QUADRO DE MEDALHAS DO TÊNIS DE MESA- DE 1988 A 2004  Lugar  País  Ouro  Prata  Bronze  Total 1.º China  16  11  6  33 2.º Coréia do Sul  3  2  9  14 3.º Suécia  1  1  1  3 4.º Coréia do Norte  0  1  2  3 5.º Alemanha  0  1  1  2 6.º França  0  1  1  2 7.º Iugoslávia  0  1  1  2 8.º Taiwan  0  1  1  2 9.º Hong Kong  0  1  0  1 10.º Dinamarca  0  0  1  1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.