China 'é segura', apesar do terremoto, dizem organizadores

Presidente do Comitê Organizador diz que estrangeiros não devem ficar preocupados com o tremor de terra

REUTERS

13 de maio de 2008 | 11h13

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Pequim garantiram nesta terça-feira aos estrangeiros que planejam visitar a China que o país continua a ser seguro, apesar do terremoto que matou até agora, cerca de 10 mil pessoas. A capital chinesa deve receber mais de 500 mil estrangeiros para os Jogos, que ocorrem entre os dias 8 e 24 de agosto, e Zhang Jian, membro do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog), disse que esses visitantes não deveriam ficar preocupados com qualquer tipo de desastre natural. "Quero dizer aos estrangeiros que os Jogos Olímpicos são seguros, que Pequim é segura e que a China é segura", disse Zhang, diretor do departamento de gerenciamento de projeto. Li Zhanjun, diretor do centro de mídia do Bocog, afirmou que os terremotos haviam sido levados em conta na construção das 31 instalações de Pequim a serem usadas nos Jogos. E acrescentou que a demanda por mão-de-obra para as operações de limpeza e buscas em Sichuan não teria impacto sobre as operações de segurança do evento esportivo. "Na construção de qualquer prédio em Pequim, precisamos ter certeza de que ele resistirá a terremotos de até 8 graus na escala Richter, de modo que as instalações da Olimpíada não correm nenhum risco quando se trata de terremotos", disse. A magnitude do abalo sísmico de segunda-feira na Província de Sichuan (sudoeste) foi de 7,9. "O epicentro (do terremoto) ficou localizado perto de Chengdu", afirmou. A cidade fica cerca de 1.600 quilômetros a sudoeste de Pequim. "A polícia e os militares de Pequim não foram convocados para aquela região. Ou seja, não haverá impacto nenhum sobre a segurança dos Jogos." Nos últimos anos, a capital chinesa sofreu apenas alguns pequenos terremotos. Mas o abalo de magnitude 7,8 que destruiu Tangshan em 1976 também danificou dezenas de milhares de prédios na capital, localizada a 150 quilômetros de distância daquela cidade. A tocha olímpica, que viu seu périplo internacional atrapalhado por manifestações anti-China devido ao Tibet, deve percorrer a Província de Sichuan entre os dias 15 e 18 de junho. A cidade de Mianyang, que fica perto do epicentro do terremoto, seria uma das paradas da tocha, no dia 15. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, enviou uma carta ao presidente da China, Hu Jintao, na segunda-feira, manifestando a solidariedade do movimento olímpico com a população chinesa. "Nós enviamos às vítimas nossos pêsames mais sentidos. O Movimento Olímpico está do lado de vocês, em especial durante esse momento difícil. Estamos pensando em vocês", escreveu Rogge.

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