China liberta americanos que se manifestaram a favor do Tibete

Estudantes foram presos durante os Jogos, acusados de 'perturbarem a ordem pública'; dois ainda estão detidos

EFE

25 de agosto de 2008 | 01h36

Oito americanos que se manifestaram a favor da independência do Tibete durante os Jogos Olímpicos de Pequim foram libertados e expulsos do país, pouco depois que a Embaixada dos Estados Unidos pediu sua liberação, informou um comunicado da organização Estudantes por um Tibete Livre (SFT, na sigla em inglês). A organização disse em seu comunicado que dava as boas-vindas ao gesto de Pequim, mas lembrou que outros dois ativistas, a britânica Mandie McKeown e a alemã de origem tibetana Florian Norbu Gyanatshang, continuam detidas na capital chinesa. A SFT acusou o Governo chinês de "deter extrajudicialmente" seus membros, e assegurou que durante o evento esportivo "centenas de cidadãos chineses foram postos sob prisão domiciliar, desapareceram ou sofrem em campos de reeducação, devido à campanha olímpica contra os defensores dos direitos humanos". Também destacou que "milhares de tibetanos permanecem desaparecidos ou detidos na campanha da China contra os protestos predominantemente pacíficos que começaram em Lhasa em 10 de março e se estenderam por todo o Tibete". Entre os libertados e expulsos nas últimas horas estão Jeremy Wells e John Watenberg, detidos em agosto junto a McKeown e Norbu, quando desdobraram uma bandeira tibetana perto do estádio olímpico. Os outros seis libertados são James Powderley, Brian Conley, Jeffrey Rae, Jeffrey Goldin, Michael Liss e Tom Grant. Powderly, de 31 anos, é um artista grafiteiro que pretendia organizar uma performance a favor da independência do Tibete, enquanto Conley é autor do popular blog "Alive in Bagda". Os oito foram detidos acusados de "perturbar a ordem pública". 

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