China nega proibição de escaladas no Everest

Motivo da proibição seria a passagem da tocha olímpica ao local, mas governo garante não impedir ninguém

Ansa

12 de março de 2008 | 12h06

O governo chinês negou ter vetado as escaladas no Everest em vista da passagem pela montanha da tocha olímpica.Um dirigente da Associação de Alpinistas do Tibete, que forneceu apenas o sobrenome, Zhang, disse à Ansa que se trata de "boatos" que podem ter nascido de "equívocos" provocados pelas novas medidas de segurança.O alpinista Silvio Mondinelli, que já escalou sem oxigênio os mais de oito mil metros da montanha, está entre aqueles que não puderam escalar o Everest do lado chinês devido à falta de permissão das autoridades do país.Os dirigentes do Comitê Organizador das Olimpíadas disseram ter realizado uma série de "testes" no terreno para garantir que a chama olímpica, alimentada por um carburante especial, possa alcançar o ponto mais alto do mundo.A data exata da passagem pelo cume será fixada levando em conta as condições atmosféricas. Já a passagem por Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibet, está prevista para ocorrer nos dias 20 e 21 de junho.No último mês de setembro, algumas agências de viagem nepalesas especializadas em alpinismo afirmaram terem recebido da China uma circular fixando regras mais rígidas para a concessão de autorizações para escaladas no Everest. 

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