China proíbe entrada de objetos religiosos

Governo chinês quer evitar manifestações religiosas durante a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim

ANSA

11 de outubro de 2007 | 12h28

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim divulgou, nesta quinta-feira, que jornalistas, atletas e outros membros das delegações que irão a Pequim em 2008 não poderão ter consigo "materiais usados para qualquer atividade religiosa ou política", além de "bandeiras de países que não fazem parte dos Jogos Olímpicos".   Membros das delegações olímpicas presentes em Pequim afirmam que é a primeira vez que regras desse tipo são introduzidas nas Olimpíadas. A restrição provavelmente tem como alvo os budistas tibetanos, os muçulmanos da minoria étnica uigur e membros da seita religiosa, considerada ilegal pelo governo chinês.   Não está claro se na categoria de objetos "proibidos" encontram-se cópias do Evangelho ou de outros livros sagrados, como o Alcorão, que certamente serão levados por membros de algumas delegações olímpicas.   A lista de artigos vetados foi divulgada hoje à imprensa internacional em Pequim pelo comitê organizador dos jogos. Durante o encontro, membros do comitê reafirmaram que até outubro do próximo ano, quando terminarão as Paraolimpíadas de 2008, os jornalistas estrangeiros na China terão completa liberdade de movimento e poderão entrevistar todos os cidadãos chineses que consentirem em falar à imprensa.     Após esse período serão restauradas as regras que impõem aos jornalistas que comuniquem ao governo seus movimentos fora da cidade em que residem e obrigam os mesmos a buscar autorização de dirigentes políticos locais para realizar entrevistas.   São motivo de preocupação ainda a questão do livre acesso à Internet, que é extremamente censurada pelo governo chinês, e as transmissões de redes de televisão estrangeiras, que freqüentemente são interrompidas quando falam sobre temas considerados "delicados" pelas autoridades chinesas.

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