China promete lutar para ser a líder do quadro de medalhas

Chineses se concentram em esportes menores e nas especialidades do país para superar os Estados Unidos

Stephen Wade, AP

11 de julho de 2008 | 14h43

A China, que ganhou no total 32 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, quatro a menos do que os Estados Unidos, tem agora como principal objetivo nas Olimpíadas de Pequim, em agosto, superar os norte-americanos e ficar na ponta do quadro de medalhas.Para derrotar os EUA, os chineses nos últimos anos se dedicaram a uma série de esportes considerados menores, como tiro, remo e levantamento de peso feminino. O boxe e o ciclismo são outras modalidades em que a China pretende mostrar evolução.Outros países fazem o mesmo, mas os chineses parecem estar mais bem organizados e com um financiamento mais robusto. A atiradora Du Li e a levantadora de peso Yang Lian podem dar à China a esperada primeira medalha de ouro dos Jogos em 9 de agosto.Du Li ganhou a competição de rifle de ar de 10 metros em Antes e agora quer repetir o feito. "Claro que tenho uma grande responsabilidade nas minhas costas, mas eu desfruto muito deste momento. Poucos tem a possibilidade de ganhar o primeiro ouro", assinalou.Os cinco esportes em que a China espera grandes conquistas representam apenas cerca de 25% das 302 medalhas de ouro que estarão em disputa em Pequim. As outras medalhas douradas para o país que sedia o evento provavelmente chegarão em três modalidades dominadas pelo país: saltos ornamentais, badminton e tênis de mesa. A ginástica também poderá trazer alguns resultados.Os esportes menores deverão compensar a falta de medalhas nas modalidades mais importantes dos Jogos Olímpicos, o atletismo e a natação. Nestes dois esportes, a China conquistou somente quatro ouros nas duas últimas Olimpíadas. Liu Xiang, campeão doa 110 metros com barreiras, aparece como candidato ao ouro, mas para alcançar este objetivo terá que bater o cubano Dayron Robles, que em junho estabeleceu um novo recorde mundial na prova.Na natação, a grande esperança é Wu Peng nos 200 metros nado borboleta.Já nos saltos ornamentais, Guo Jingjing poderia repetir seu título no trampolim de três metros e Chan Ruolin é candidata nos 10 metros. Em Atenas, e China levou seis das oito medalhas de ouro possíveis no esporte.Além disso, os chineses ganharam três dos cinco ouros possíveis no badminton há quatro anos e devem dominar novamente esta competição. O mesmo vale para o tênis de mesa, em que eles podem garantir as quatro medalhas douradas.A China levará uma delegação de 600 esportistas, superara apenas justamente pelos Estados Unidos. Além da vantagem de competir em casa, o país conta com dezenas de treinadores estrangeiros que elevaram muito o nível dos atletas."Os Estados Unidos encaram seu desafio mais difícil desde a dissolução da União Soviética, afirmou o diretor do comitê olímpico norte-americano, Steve Roush. Ele acredita que tanto EUA como China podem ultrapassar a marca de 40 medalhas de ouro.

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